Nota: 8 







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O que mais me agrada na banda é a perfeita mescla de riffs e solos totalmente calcados no heavy metal tradicional com os vocais cuspidos e alucinados de Alex Laiho, que também é guitarrista.Alex Laiho forma dupla com Alexander Kuopalla, dois sujeitos que sabem muito bem o que querem, são criativos, técnicos e agressivos, dando uma originalidade sensacional ao grupo. Outro destaque, sem dúvida, é o tecladista Janne Wirman: linhas fabulosas, camas perfeitas para as guitarras de Alex e totalmente inserido na proposta da banda. Jaska Raalikainen e Henkka T. Blacksmith, baterista e baixista respectivamente, formam uma cozinha furiosa e milimétrica.
“Warheart” começa demonstrando o massacre de forma grandiosa. “Silent Night, Bodom Night” é uma das melhores apresentações de Laiho. “Towards Dead End” serve para ressaltar o inteligentíssimo e bem vindo trabalho de backing vocals presente na obra, contribuindo para reduzir a zero a chance do álbum se tornar cansativo e aumentando o interesse pelo mesmo. “Black Window” e “Wrath Within” resgatam o que de melhor fizeram os melhores grupos de thrash e death da década de 80/início de 90, evoluídos e com o toque “Bodom” de ser.
A mistura de death metal “raiz”, thrash, heavy tradicional e elementos melódicos está muito bem representada durante o álbum, especialmente nas excelentes e intricadas “Bed of Razors”, “Children of Bodom” e “Downfall”.
Com influências que vão de Death a Stratovarius, passando por Judas Priest e Iron Maiden, o Children of Bodom conseguiu construir um estilo único e original, aliado à maravilhosa capacidade técnica e criativa de seus integrantes. São com certeza uma das maiores e melhores bandas de metal da atualidade. Confira!
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Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
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