Nota: 9 








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Com certeza o melhor lançamento da fase Andi Deris, e um dos melhores discos já lançados pela banda alemã, Dark Ride traz, além das melodias que fizeram com que o Helloween seja a banda mundialmente conhecida que é hoje, riffs marcantes, muitos solos, mais peso que o habitual, até mais que em Better Than Raw, e uma performance precisa de todos seus integrantes. Aliás, Uli Kusch está destruindo a bateria, sempre ajudado pelo antigo conhecido Markus Grosskopf (baixo), enquanto que a guitarra clássica de Roland Grapow reveza com a mais rockeira de Weikath, fazendo assim uma excelente dupla de guitarras, sem contar com Andi Deris, que não precisa mais provar nada para ninguém, e mostra aqui , talvez sua melhor participação em lançamentos com o Helloween, com vocalizações muitíssimo bem feitas, grandes melodias (como em All Over The Nations, com destaque total para os vocais de Andi ), muita personalidade e feeling ( se cantar bem é só chegar em notas altas, meu sobrinho de três anos é o melhor vocalista do mundo ) , tudo acompanhado pelas composições do nível de Scalation 666 (uma das músicas mais pesadas já gravadas pela banda e escrita por Roland Garpow), Mirror Mirror (altamente heavy metal) e faixas na linha mais clássica do heavy metal melódico como Salvation e We Damn the Night ( com a parte instrumental perfeita na hora do solo, inspiradíssimo!).
Depois da introdução o CD abre com a Mr. Torture, e se alguém duvida do que está escrito nessa resenha , é só ouvir essa faixa e ver que o Helloween continua o mesmo de sempre, mas sem se auto-copiar , com muita originalidade e com muita classe, com muito “punch” e com os refrões característicos, sendo este de Mr. Torture um presente para os fans da banda de tão “hellowínico” que é.
Algumas músicas podem ir mais para o lado hard rock, mas sem perder o peso, como em I Live for your Pain, com seu riff cavalgado, Departed Sun, que é a faixa mais diferente do album mas tão boa quanto o resto, e na própria If I Could Fly , com uma excelente inclusão de teclado, e com um refrão marcante.
The Dark Ride fecha com a música de mesmo nome, cheia de climas, variações de ritmo e os sempre presentes duetos de guitarra, além de que com certeza vai ser um dos pontos altos dos shows, dando assim um final perfeito a mais um capítulo na história dessas abóboras alemãs, que ainda tem muito o que contar.
Quem já foi rei nunca perde a majestade, já dizia um velho ditado...
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Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…
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