Whiplash.NetMenuBuscaReload

Grammy: O que houve de melhor (e pior) relacionado ao rock/metal

 Compartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Igor Miranda
Enviar correções  |  Comentários  | 

Aconteceu, no último domingo (12), a 59ª cerimônia do Grammy Awards, premiação que é considerada a mais importante da música. O rock ocupa papel secundário no evento, é verdade, mas houve o que comentar com relação ao gênero musical em questão.

Metallica: Maior que qualquer microfoneEpica: belas fotos da bela vocalista Simone Simons

Neste ano, a Recording Academy, que promove o Grammy Awards, corrigiu alguns erros históricos com dois nomes de impacto no rock. Um deles é, inclusive, ligado ao metal.

O primeiro foi David Bowie. Falecido em 2016, o músico foi homenageado ao ganhar cinco prêmios, nas categorias 'Melhor performance de rock', 'Melhor música de rock', 'Melhor disco de música alternativa', 'Melhor pacote de gravação' e 'Melhor produção de disco não-clássico'. Os últimos dois são compartilhados com outros profissionais.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

É verdade que o reconhecimento a David Bowie foi justo, tanto pelo disco 'Blackstar' quanto pela música que dá nome ao álbum. Mas precisava esperar tanto tempo para reconhecer um dos maiores nomes da música contemporânea? Eu acho que não.

Digo isto porque, até então, David Bowie só tinha um Grammy, de 'Melhor videoclipe', por 'Jazzin' for Blue Jean', conquistado na década de 1980. E o agravante é que esta não é uma categoria especificamente musical.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

É sintomático: espera-se o artista morrer para que ele receba o seu devido valor. Isto acontece não só em premiações, mas com reconhecimento por parte da imprensa e de alguns segmentos do público.

Imagem

O segundo erro histórico corrigido foi com o Megadeth. Após 12 indicações e nenhuma vitória, a banda de Dave Mustaine conquistou, enfim, o Grammy de 'Melhor performance metal', categoria pela qual havia disputado por nove vezes anteriormente. A música 'Dystopia' foi a premiada.

Também é um momento justo para reconhecer o Megadeth. O grupo tem conseguido se manter relevante e o álbum 'Dystopia' mostra isto muito bem. A entrada do guitarrista Kiko Loureiro deu sangue novo à banda e Dave Mustaine - que, além de frontman, é o principal compositor - parece ser criativamente insaciável, pois raramente decepciona em seus lançamentos.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Como no caso de David Bowie, o reconhecimento ao Megadeth também poderia ter vindo antes, em especial, durante sua fase considerada mais 'clássica', na década de 1990. As várias indicações sem prêmios acabaram por virar motivo de chacota com o tempo.

Ainda sobre Megadeth, vale a pena relembrar a gafe cometida pela organização do Grammy. Quando a banda foi anunciada como vencedora da categoria 'Melhor performance metal', começou a rolar a música 'Master Of Puppets', do Metallica.

Por mais que Dave Mustaine não pareça mais ter sentimentos negativos relacionados ao Metallica, a situação também virou motivo de piada nas redes sociais. Faltou cuidado, mas essa cautela não parece existir durante todo o tempo: de forma aleatória, um dos prêmios de David Bowie foi anunciado ao som de The Who. Duvido que falariam o nome de Katy Perry ao som de Taylor Swift ou vice-versa.

O prêmio de 'Melhor disco de rock' foi conquistado por 'Tell Me I'm Pretty', do Cage The Elephant. Um trabalho que mal obteve repercussão em seu próprio segmento foi agraciado com a honraria e deixou bons registros, como 'Magma' (Gojira) e 'California' (Blink-182), para trás. Um pouco estranho.

O prêmio direcionado a 'Eight Days A Week The Touring Years', documentário sobre a época em que os Beatles faziam turnês, foi uma surpresa. O registro superou 'Lemonade', de Beyoncé, e foi reconhecido na categoria 'Melhor filme musical'.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

O único show com menção direta ao rock - e, neste caso, também o metal - foi, em meu ver, um desastre. Metallica e Lady Gaga se juntaram para tocar a música 'Moth Into Flame'.

Praticamente nada deu certo. O microfone de James Hetfield não funcionou por metade da apresentação e, aparentemente, havia um problema de retorno em cima do palco, pois faltou sincronia entre as guitarras de Hetfield e Kirk Hammett em parte da performance.

Lady Gaga, por sua vez, forçou a barra e acabou ficando deslocada. Além dos vocais exagerados, das opções equivocadas de tonalidade e do rebolado deslocado, a performance geral de Gaga reforçou o estereótipo de 'metaleiro doidão', que passa o show inteiro se contorcendo sem a menor consonância com a música que rola nas caixas de som. Por ser a artista fenomenal que é, poderia ter preparado algo melhor.

Outras duas performances fizeram menção indireta ao rock: as homenagens a George Michael e Prince, que são artistas considerados pop, mas flertaram com o estilo em diversas ocasiões.

A homenagem a George Michael, morto em dezembro de 2016, foi uma catástrofe. Enquanto cantava 'Fastlove', Adele se perdeu em tonalidade e até ritmo. Precisou pedir para começar de novo e, ainda assim, a situação não melhorou muito.

A própria opção por tal performance soou um pouco equivocada. Parecia um velório. Havia uma melancolia excessiva, que contrastava com as imagens felizes do sempre empolgado George Michael ao fundo do palco. Até isto deve ter afetado Adele psicologicamente, pois a cantora estava visivelmente emocionada.

Já o tributo que The Time, Morris Day e Bruno Mars fizeram a Prince foi adequado à proposta do artista, morto em abril de 2016. Houve maior preparo e até tempo para que a homenagem fosse feita - quase dez minutos divididos entre as duas performances.

Inicialmente, The Time e Morris Day tocaram 'Jungle Love' e 'The Bird', em uma apresentação sem defeitos. Bruno Mars elevou o patamar ao aparecer vestido de Prince e com a guitarra signature do falecido músico. Com sua banda, tocou 'Let's Get Crazy' e ainda arriscou solos de guitarra.

No geral, em comparação a outros anos, o Grammy de 2017 deu maior destaque ao rock. Só é incrível pensar que tantas gafes e situações curiosas tenham ocorrido justamente quando o gênero estava em evidência.

Comente: Lembra de mais alguma coisa errada?

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

 Compartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Metallica:
Lars Ulrich diz qual a música que define a banda ao vivo

Metallica: Maior que qualquer microfoneMetallica: James Hetfield não pretende regravar álbuns clássicosMetallica: making of do álbum Garage Inc. (vídeo em inglês)Metallica: making of do vídeo para I DisappearArrotos: Phil Anselmo, James Hetfield, Dave Grohl e Tom ArayaTodas as matérias e notícias sobre "Metallica"

Metallica
Hammett e Ulrich escolhem álbuns e músicas da década

Wikimetal
Os melhores riffs de guitarra desde 2000

Robert Trujillo
Baixista admite que banda relaxou na composição

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 13 de fevereiro de 2017
Post de 16 de fevereiro de 2017

Todas as matérias da seção MatériasTodas as matérias sobre "Metallica"Todas as matérias sobre "Megadeth"Todas as matérias sobre "David Bowie"Todas as matérias sobre "Beatles"Todas as matérias sobre "Prince"Todas as matérias sobre "George Michael"

Epica
Belas fotos da bela vocalista Simone Simons

Led Zeppelin
As cópias e plágios da banda, primeira parte

Fiuk
Logo do cantor é inspirado no logo do AC/DC?

Ozzy Osbourne: "Eu nunca demiti Zakk Wylde", diz o madmanPesquisa: As partes do corpo mais citadas em cada estilo musicalMetallica: Jason Newsted é melhor que Cliff Burton, mas Lars e James ferraram eleDave Mustaine: sem Steven e Izzy não é uma reunião do GNRPorrada: Em vídeo, bandas de rock e metal que brigaram no palcoIron Maiden: Wrathchild foi gravada 2 anos antes do que se pensa

Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

Mais informações sobre Igor Miranda

Mais matérias de Igor Miranda no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online