Metal Alternativo: Um subgênero a margem do Heavy Metal

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Metal Alternativo: Um subgênero a margem do Heavy Metal

Por Guilherme Schuck

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Os anos 90 foram inegavelmente importantes no que diz respeito a música pesada, tanto na revelação de bandas inovadoras e influentes quanto no amadurecimento e surgimento de novas vertentes metalísticas. Entre tantas emergentes sonoridades que ganhavam destaque, a cena alternativa foi a que sem dúvida melhor caracterizou a década de 90, seja ela no rock com a invasão "grunge" ou no metal com a onda "new metal", sendo esses os dois principais rótulos que dominaram a cena mainstream alternativa da época.

Acredito que entre as inúmeras ramificações vindas do heavy metal, nada no meio gerou mais polêmica do que o subgênero alternativo. Os chamados headbangers desde o inicio torceram o nariz para todo metal ousado, eclético e indefinido feito por bandas que fugiam quase que completamente do código de conduta padrão do estilo costumado a manter uma mentalidade conservadora e de certa maneira averso a inovações e mudanças no cenário. O FAITH NO MORE certamente foram os primeiros a romper com a estética visual e sonora do metal tradicional em meados dos 80, sem deixar de lado a instrumentação pesada e os riffs característicos do heavy metal, muito presentes na salada sonora desse grupo divisor de águas, abrindo um leque de formas e possibilidades dentro rock pesado, nascendo aí o que passou a ser conhecido como "metal alternativo".

Conforme descrito no site Wikipedia, essa vertente "destaca-se por diversas características do próprio heavy metal, como riffs pesados, porém quase sempre com uma forte tendência experimental, incluindo letras pouco convencionais, compassos estranhos, uma maior síncope que no metal típico, técnicas extravagantes, uma resistência aos enfoques tradicionais à música pesada, e a incorporação de uma ampla gama de influências de fora da cena musical do metal." Realmente essa é uma descrição muito abrangente e sensata. Mas será que é possível definir com precisão o que define essa forma alternativa de fazer música pesada?

O termo "alternativo" começou aplicar-se ao rock e metal ainda na década de 1980, tornando-se popular no início dos 90. E tentar defini-lo dentro de um padrão sonoro, além de ser uma tarefa difícil, é um método errôneo e pouco eficaz para poder classificar bandas que nele se enquadram. Os rótulos sempre existiram na história da música e são até certo ponto bastante necessários para fazer diferenciações entre um seguimento e outro, já por outro lado, rótulos podem ser limitadores, controversos e afetar negativamente a imagem de artistas que executam uma arte mais peculiar ou estão mais abertos a flertar com diferentes estilos sem necessariamente estar preso em um específico. O termo alternativo então, assim como no rock, surgiu no metal com o intuito de rotular tudo o que era irrotulável. Por esse motivo é impossível descrever uma sonoridade exata do subgênero alternativo, uma vez que abrange uma gama muito ampla de sons e bandas diferentes uma das outras.

Podemos enfim entender que trata-se de uma categorização imprecisa, estritamente difícil de definir e que é normalmente usada para descrever artistas que possuem uma abordagem única. Estas bandas nunca formaram um movimento distinto ou uma cena coesa, mas eles estavam unidos pela incorporação de influências do metal tradicional e pela vontade de experimentar com a sonoridade pesada, geralmente por meio de suas influências ecléticas e abordagens incomuns. Nessa miscelânea sonora não há praticamente nenhum limite, o peso do heavy metal acaba se fundindo com os mais diferentes estilos e elementos modernos que fazem o metal alternativo ser melhor classificado como uma versão contemporânea do metal clássico, o que permite abordagens sonoras amplamente divergentes.

Estilos como funk, hip hop, synthpop, música eletrônica e industrial, são influências comuns em algumas bandas de metal alternativo mas que, segundo fãs de outras vertentes do metal, são estilos que descaracterizam e denigrem o metal, gerando assim uma controvérsia se essas bandas seriam ou não metal pesado. Mas o alvo de maior preconceito e rejeição entre os headbangers é o denominado new metal, rótulo equivocadamente criado para classificar bandas que seguiam de certo modo a linha do som alternativo criado pelo KORN, como o próprio vocalista Jonathan Davis declarou: "Há um monte de puritanos de mente fechada no metal que sempre odeiam alguma coisa, por não ser o 'verdadeiro metal' ou seja lá o que for, mas o KORN nunca foi uma banda de metal, cara. Nós não somos uma banda de metal. Nós sempre fomos classificados com o que chamaram de new metal. Mas sempre fomos a ovelha negra e nunca nos encaixamos nesse tipo de coisa... Estamos sempre em constante evolução, (...) não somos algo classificável."

Não seria errado dizer que o metal alternativo no geral é o "metal para quem não gosta de metal" e viverá sempre a margem do heavy metal como seu filho bastardo e desvirtuado. Porém, também, não dá para negar o fato de que esse grupo de bandas foram resultado de uma evolução necessária, natural e inevitável da música pesada, que na primeira metade dos anos 90 encontrava-se estagnada e fortemente estigmatizada pelos clichês. E não podemos esquecer que o metal acima de tudo faz parte de uma linguagem artística universal, que assim como toda arte, está exposto e disposto a todos usos, fusões e mutações ao longo dos tempos.

Mas enfim, o objetivo principal da matéria não é discutir a legitimidade do conceito perante as mentes mais ortodoxas e sim, ressaltar essa vertente tão significativa que foi capaz de levar o metal a outro patamar, tornando-o sutilmente mais acessível e melhor assimilado pelo grande público que até então nem sequer havia tido contato com o gênero mais pesado, sendo para muitos destes a principal porta de entrada para outras vertentes mais tradicionais ou mais extremas.

Para entender melhor sua história e desenvolvimento, ressaltarei cronologicamente alguns dos nomes mais expressivos que ajudaram a consolidar o metal alternativo:

1985 - FAITH NO MORE

Veio ao mundo com seu inovador álbum de estréia, "We Care A Lot", dois anos após sua formação em 1983. Foram conhecidos por combinar elementos do heavy metal com rock alternativo, hard rock, funk, rock progressivo, hip hop, hardcore, punk, grunge, thrash metal, jazz, avant-garde e vários outros estilos, mostrando que era possível sim fazer algo diferente do metal tradicional. Tem sido aclamado como uma das bandas de rock mais influentes do final dos anos 80 e início dos anos 90, apontados muitas vezes por terem inventado um estilo que viria a tornar-se mais tarde o new metal, um dos vários rótulos dentro do mainstream alternativo. O grupo passou a ter maior destaque e popularidade com o seu terceiro álbum, "The Real Thing", o primeiro a contar com a presença de Mike Patton nos vocais, substituindo o então vocalista Chuck Mosley. As multi facetas vocais de Patton, além de sua excêntrica genialidade, contribuíram para levar o quinteto ainda mais longe em suas experimentações e musicalidade. Apesar da curta carreira de pouco mais de uma década e apenas seis álbuns de estúdio lançados, o FAITH NO MORE abriu caminho para praticamente todo o metal moderno até os dias de hoje.

1990 - ALICE IN CHAINS

Surgidos em meio a explosão grunge de Seattle juntamente com NIRVANA, SOUNDGARDEN e PEARL JAM, o ALICE IN CHAINS ficou conhecido por ser o grupo mais pesado do movimento que mudou a cara do rock mundial. Além das influências vindas do heavy metal e do hard rock, possuem um som muito particular com pitadas de blues, rock alternativo, doom metal, drone rock e elementos acústicos. Contava ainda com a voz potente e marcante do falecido Layne Staley, que realizava harmonizados e sincronizados duetos vocais com o guitarrista Jerry Cantrell na maior parte das canções. A banda também trazia um senso incrível de melodia muito bem combinado com riffs pesados e cheios de textura que por vezes criavam andamentos lentos e arrastados. O som niilista e sombrio era perfeitamente balanceado com a pegada hard rock e passagens mais acústicas. As letras também carregam um pouco da melancolia característica das bandas de Seattle, com uma dose a mais de obscuridão em temas como depressão e suicídio. O lendário grupo atualmente voltou a ativa anos após a perda de Staley, acompanhado do talentoso vocalista William DuVall, mantendo sua autenticidade sonora intacta. O ALICE IN CHAINS acabou por ser uma forte influência para bandas dos mais diferentes gêneros, incluindo nomes veteranos de peso como METALLICA que durante a década de 90 muito absorveu do seu som nos subestimados "Load" e "Reload".

1992 - RAGE AGAINST THE MACHINE

O quarteto de Los Angeles formado por membros de ascendência latina surgira em uma explosão de raiva perante a sociedade desigual, racista e caótica na qual viviam. Aliás, as fortes críticas sociais contra a América corporativa, imperialista e opressora marcaram o RAGE AGAINST THE MACHINE junto com sua mistura inusitada de heavy metal com o groove do funk e a linha vocal do hip hop. Provavelmente nenhuma outra banda até hoje casou tão bem o rap com a instrumentação do heavy metal como o fizeram, unindo dois mundos e públicos até então completamente divergentes. Ninguém combinou letra e música com propósitos de revolta de maneira tão poderosa e efetiva como a banda liderada por Tom Morello e Zack de la Rocha. As inovadoras e surpreendentes técnicas de guitarra criadas por Morello acabaram revolucionando as formas convencionais de se tocar o instrumento, o guitarrista explorou e experimentou com as mais diversas possibilidades a fim de extrair efeitos e timbres nunca antes ouvidos numa guitarra, chegando a emular sons típicos feitos por DJ's de hip hop, e até mesmo reproduzir efeitos idênticos aos timbres sintetizados. E o rap cantado por Zack caía como uma luva sobre os arranjos elaborados, que faziam a sonoridade crua soar como algo bastante arrojado. Foram sem sombra de dúvidas uma banda que quebrou grandes barreiras no rock, servindo como modelo e inspiração para diversas outras surgidas depois e que também arriscaram misturar elementos do rap com o metal.

1993 - TOOL

Com certeza foi uma das bandas mais artísticas e complexas surgidas nas últimas duas décadas. Tendo como fonte principal de inspiração a profunda espiritualidade, a arte e a natureza do mundo visual, genialmente transporam estes elementos para a música, criando um metal pensante e meditativo. O som do TOOL pode nos soar visceral, estranho e pesado, e ao mesmo tempo cerebral, familiar e suave. Suas composições formam um emaranhado de contradições conviventes e unidas no mesmo espaço. A mente brilhante do introspectivo guitarrista Adam Jones e as linhas vocais incomuns de Maynard Keenan trouxeram uma nova linguagem musical combinada com uma nova abordagem lírica repleta de metáforas e simbolismos que escondiam nas suas entrelinhas temas como filosofia, espiritualidade e também pseudo-psicologia através da chamada Lacrimologia, que consiste em evoluir explorando sua dor física e emocional, além de fazer críticas sutis à religião organizada, à sociedade americana e à sexualidade. A banda é geralmente descrita como um ato transcendente e como parte do rock progressivo, psicodélico e art rock. É também relacionada ao post-metal devido o peso atmosférico, a progressão gradual na estrutura das canções e a combinação de compassos complexos.

1994 - KORN

Representou uma espécie de ruptura com quase tudo o que veio antes, tanto em termos de temática como, principalmente, de sonoridade. A banda é considerada o marco inicial do movimento que revitalizou decisivamente o heavy metal, o muitas vezes incompreendido e subestimado (porém extremamente popular) new metal. O rótulo passou a ser aplicado a todas bandas que, assim como o KORN, utilizavam baixo e guitarras distorcidas afinadas em tons muito abaixo do usual, com riffs pausados ou grooveados, além de efeitos e sonoridades modernas, com uma certa influencia de hip hop. Nas letras o vocalista Jonathan Davis despeja suas frustrações, raivas e traumas de infância com uma enorme sinceridade, o que acabou atingindo em cheio uma juventude desamparada e desiludida com a hipocrisia da sociedade contemporânea. As guitarras e o baixo afinados numa tonalidade mais grave resultaram em uma atmosfera extremamente sombria e violenta. Somando-se a isto o punch invejável da banda, que faz um perfeito contraponto com o vocal e as letras de Davis, cuja maneira de cantar também impressiona por sua freqüente variação de estados de espírito, indo do sussurrado até o grito desesperado. Misturando elementos de música pesada, grunge, industrial, hip hop, drone, groove, synthpop e uma levada de funk, o KORN figura entre os nomes mais importantes do metal moderno.

1995 - DEFTONES

Despontando pouco tempo depois do KORN, logo foram taxados como parte da onda new metal. Porém a singularidade e o experimentalismo da banda fazem com que ela se distancie bastante do rótulo, e seu som é geralmente definido, inclusive por muitos fãs, como metal e rock experimental. As letras por vezes fantasiosas e metafóricas juntamente com a melancolia intrínseca das músicas remetem a uma atmosfera "viajante" e hipnotizadora. Os vocais melodiosos e atmosféricos do enigmático Chino Moreno são ora intensos, ora suaves, contrastando fortemente com o instrumental por vezes bastante pesado. A mesma sensibilidade melódica freqüentemente é surgida nos riffs abrasivos e das abundantes melodias da guitarra de Stephen Carpenter que vez ou outra abusa dos acordes dissonantes. Com raízes no heavy metal, o DEFTONES sempre teve diversas influências, com seu estilo musical bem diferenciado ao longo de sua carreira. Incorporando sonoridades do post-metal e do dream pop, criaram uma marca impossível de ser copiada por qualquer outra banda. Uma música capaz de te levar a uma instrospecção positiva e distante, para um mundo que só o DEFTONES pode levar.

1998 - SYSTEM OF A DOWN

O heavy esquisito e singularmente bizarro nasceu do emblemático quarteto armeno-americano que, com seu som nada convencional, tornou-se uma das mais respeitadas e influentes bandas da cena musical atual. Bruscas mudanças de tempo e intensidade, progressões harmônicas incomuns, linhas vocais insanas e o uso de instrumentos orientais deram como resultado uma música exótica e peculiar. O guitarrista Daron Malakian e principal arquiteto musical do grupo, além de criar riffs rápidos, diferentes e originais, faz uma bela parceria com o não menos genial Serj Tankian. As letras oblíquas requerem inteligência, reflexão e sensibilidade para melhor assimilação, podendo assumir significados próprios para cada ouvinte, que encontram nas entrelinhas temas políticos, ambientais e criticas ácidas a cultura e a sociedade americana e ocidental. Musicalmente suas influências são as bandas mais antigas de metal alternativo, mas eles também foram influenciados pelo heavy metal, punk rock, música armena, jazz, fusion, rock progressivo, blues e industrial. A mistura única de sons, melodias e letras surreais descrevem essa banda extremamente única que transpassou todos os limites, indo por caminhos nunca antes aventurados e assim, atingindo as pessoas da maneira mais crua e honesta.

1999 - SLIPKNOT

Estamos falando de uma das bandas mais bem sucedidas dos últimos tempos. E parte deste sucesso deve-se também ao mistério dos nove integrantes mascarados. Mas o SLIPKNOT, ao contrário do que muitos imaginam, não se resume apenas na imagem dos integrantes. A arte da banda é na verdade uma combinação muito bem elaborada entre o evidente conceito visual e o caos diversificado das músicas. Segundo a banda, as máscaras são uma maneira de torná-los mais íntimos com a música e totalmente inconscientes do que fazem fora dela. Musicalmente falando, o SLIPKNOT é inclassificável, coletam inúmeras influências e as transformam em algo novo e ao mesmo tempo digerível. Seja techno, rap, industrial, death metal, thrash metal, ou black metal, misturam tudo isso de uma forma nunca antes ouvida, o que explica a reação e atenção de tantos jovens em relação ao grupo desde o início. As letras geralmente seguem um tom agressivo, apresentando escuridão, niilismo, raiva, ódio, amor, misantropia, e psicose. Algumas vezes baseando-se em temas como indústria da música, política, reflexões e conflitos pessoais. O turntable do DJ Sid Wilson, os samplers e as percussões dão o retoque final nas composições e permitem todos os horizontes sonoros explorados. Sem falar da versatilidade do vocalista Corey Taylor que varia constantemente entre guturais gritados e vocais limpos e melódicos. Além dos riffs perturbadores, ruidosos e caóticos dos guitarristas Mick Thomson e Jim Root. Podemos facilmente dizer que o SLIPKNOT além de tudo, é a perfeita representação de toda a evolução da música pesada, o resultado e o destino final de tudo aquilo que o heavy metal poderia ser até ali.

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