
Poucas bandas no mundo têm tanto “sangue no olho” quanto o ACCEPT. De 1968 até 1987 foram anos de intensa força conquistando dentro do “Heavy Metal” o espaço que precisavam para estabelecer-se como um dos maiores nomes no estilo. Nesse primeiro período nada abalava a banda, nem a constante troca de membros, pois UDO DIRKSCHNEIDER, WOLF HOFFMANN e PETER BALTES (esses dois últimos ainda remanescentes) sempre tiveram controle e segurança para seguirem adiante, até que em 1987 depois de algumas discussões dentro do grupo, DIRKSCHNEIDER decide sair.
Para a banda então deve ter sido um pesadelo, pois o líder fundador e uma das principais pessoas que dava característica ao seu som não estava mais no “casting”, e de quebra ainda pulava fora o guitarrista JÖRG FISCHER que os acompanhava desde o debut de 1979.
Só que em 1989 chega a surpresa acompanhada na voz de DAVID REECE e JIM STACEY assumindo a outra guitarra com o álbum “Eat the Heat”, (apesar de STACEY sair na capa ele não participou das sessões do disco). O “novo” trabalho então, muito bom, qualidade excepcional, registrou algo que os fãs do ACCEPT na época não conseguiram aceitar: o som não estava mais tão “Speed” e a “marca registrada” que DIRKSCHNEIDER deixou não foi nem ao menos igualada. Era inevitável o fim das atividades.

Depois da “má experiência” do último álbum a banda faz uma surpresa mais que agradável para o seu público, tão agradável que retornaram às atividades entrando em estúdio para a gravação de um novo álbum com o seu “antigo” vocalista UDO DIRKSCHNEIDER. Banda e público agora faziam “as pazes”, mas essa alegria durou de 1993 a 1996 onde mais uma vez o “baixinho” pula fora deixando três registros oficiais nessa sua segunda fase com a banda.
Agora as coisas pareciam definitivamente acabadas, o sonho mais uma vez desabara. Os outros integrantes não iam cometer o mesmo erro da última vez de chamar substituto para o “gigante UDO...” é. Realmente seria o “fim” do ACCEPT!

14 anos se passaram e nesse período mais álbuns da banda U.D.O. foram lançados, tributos e lançamentos ao vivo do ACCEPT também, além de algumas apresentações em 2005. Nada que instigasse a banda a um novo retorno, mas esses caras gostam de surpreender. HOFFMANN e BALTES em 2009 pegaram as “rédeas da carruagem” mais uma vez e decidiram levar a banda novamente ao estúdio. Para ocupar o microfone que pertencia ao “insubstituível” DIRKSCHNEIDER chamaram MARK TORNILLO por indicação de um engenheiro de som.
Logo no primeiro ensaio TORNILLO empolgou os veteranos como conta WOLF em entrevista editada para “Roadie Crew” em janeiro de 2011: “Ele não era um amigo em comum, nada disso. Como falei foi coisa do destino. Assim que ouvimos o cara cantar, nós mudamos. Em poucos minutos nós sabíamos que ele era o cara!” TORNILLO não surpreendeu apenas os atuais “chefões da banda”, mas a todos os “headbangers”. Ele aplicou na música do ACCEPT tanto as suas características próprias como também consegue atingir as notas mais reservadas a UDO, por tanto uma brilhante escolha que ascendeu novamente os alemães para o mundo, e que também fizeram o seu retorno com mais peso e velocidade. Parabéns para os mestres!

Formação Atual:
MARK TORNILLO – vocal;
WOLF HOFFMANN – guitarra solo;
HERMAN FRANK – guitarra base;
PETER BALTES – baixo;
ATEFAN SCHWARZMANN – bateria.
Álbuns de studio:
Accept – 1979;
I’m a Rebel – 1980;
Breaker – 1981;
Restless and Wild – 1982;
Balls to the Wall – 1983;
Metal Heart – 1985;
Russian Roulette – 1986;
Eat the Heat – 1989;
Objection Overruled – 1993;
Death Row – 1994;
Predator – 1996;
Blood of the Nations – 2010;
Stalingrad – 2012.
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Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde 1989 vive à cultura e ideologia do Metal Pesado sendo fã ardoroso do Classic Rock ao Death Metal. A sua dedicação se define na constante busca por boas novidades e tesouros ainda obscuros.
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