Em 1968, BRIAN JONES viajou ao Marrocos para assistir ao JouJouka Festival, que acontece na vila de JouJouka em Ksar-el-Keber.
Introduzido na vila por Mohamed Hamri, um artista marroquino que começou a promover o festival entre os poetas da Beat Generation, BRIAN JONES acabou gravando um disco: "The Pipes Of Pan At JouJouka" (As gaitas de Pan em JouJouka), que foi lançado em 1971, dois anos após sua morte.

Em 1968 houve uma celebração dedicada à figura de Boujeloud, um mito sufi, que foi identificado por William S. Burroughs e Brion Gysin como uma versão de Pan, deus grego da música.
William S. Burroughs e Brion Gysin (o primeiro foi um famoso escritor norte-americano e ícone Beatnik, o segundo um pintor inglês surrealista e criador da escultura cinética "Dream Machines"), estão entre as primeiras celebridades a conheceram o festival de JouJouka. Eles foram até lá também por intermédio do pintor marroquino (e nativo da vila) Mohamed Hamri.
Brion Gysin conheceu Mohamed Hamri durante a época em que viveu em Tangêr, uma cidade paradisíaca na costa norte do Marrocos. Gysin era um artista interessado em culturas não-européias, religiões antigas, religiões orientais e misticismo. Depois de conhecer a vila de Joujouka, resolve abrir um restaurante em Tânger, chamado "1001 Nights", em parceria com Mohamed Hamri. Por lá comparecem William S. Burroughs e, mais tarde, Brian Jones, que estava de passagem com os ROLLING STONES em Tânger, no ano de 1967. Brian Jones acabou retornando no ano seguinte.
A música tocada no festival da vila de Joujouka inclui tambores, gaitas e vozes ritmadas, numa pulsação que dura horas e que leva ao transe. Os músicos que a executam são conhecidos como Masters Musicians of JouJouka (mestres músicos de JouJouka). São todos Sufis e a banda é uma tradição herdada de pai para filho.

Após a ida de BRIAN JONES ao festival, este passou a ser frequentado por muitas celebridades, e continua até hoje. Visitar a vila hoje em dia é possível, porém muito mais difícil: é preciso uma autorização e são permitidas poucas pessoas por vez, para que assim o festival possa continuar sendo experimentado com naturalidade e seriedade.
O registro sonoro obtido por BRIAN JONES contém apenas uma amostra muito pequena do que é o festival ao vivo. O disco dura cerca de 30 minutos, mas cada faixa durou na verdade entre 3 e 4 horas. Segundo fontes, o plano inicial de Brian era utilizar as gravações como possíveis samplers para músicas dos ROLLING STONES.
Blog oficial do Joujouka Festival:
http://brianjonesjoujoukafestival.blogspot.com.br/

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Formada em Artes Visuais e fã dos Rolling Stones desde criança. Ama o rock psicodélico em todas as suas variantes, a contracultura e quase tudo o que se refira aos anos 60, além do rock como um todo.
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