Hoje em dia não é segredo para ninguém que Bruce Dickinson é hiperativo e, por conta disso, ocupa-se de várias outras funções além de ser o vocalista do Iron Maiden. Além da carreira musical (contando também com ótimos álbuns solos), Bruce é piloto de aviões, já teve seu programa de rádio na BBC de Londres, já foi diretor de marketing, pratica esgrima, é formado em história e, como se não bastasse, escritor. E hoje em dia poucos conhecem essa sua faceta literária, algo que começou meio que ao acaso, durante a turnê de Somewhere In Time (lá pelos idos de 1986/87).



Bem, o tempo passou, Bruce saiu do Maiden e depois voltou, e continuou com suas múltiplas atividades. E em 2001, o ex-integrante do grupo humorístico Monty Python Terry Jones anuncia que o primeiro projeto de sua nova empresa, a Messiah Pictures, seria a filmagem de um roteiro escrito pelo vocalista em conjunto com o diretor Julian Doyle que já havia trabalhado com Bruce nos vídeos de “The Tower” e “Killing Floor”, do álbum “Chemical Wedding”. O projeto foi engavetado, devido a falta de recursos e de interesse de algum grande estúdio em distribui-lo, mas em 2008 a Focus Films reativou o projeto e o levou adiante.

E assim como os livros, o filme escrito por Bruce não agradou em nada à crítica, principalmente pelo roteiro confuso, pelas cenas grosseiras e gratuitas (como o professor urinando em seus alunos, ou a cena em que uma mulher é depilada antes de ser sacrificada). E desta vez nem os fãs de Maiden apoiaram o projeto, que foi um fracasso retumbante nas bilheterias – para se ter uma ideia, nos EUA foi lançado direto em DVD, com o título alterado para “Crowley”, e permanece inédito até hoje aqui no Brasil (pelo menos oficialmente, já que pode ser baixado pela internet). Se serve de consolo, a trilha sonora pelo menos é muito boa: desnecessário dizer que conta com canções do Maiden (“The Wicker Man”, “Can I Play With Madness”) e da carreira solo de Bruce (“Chemical Wedding” e “Man Of Sorrows”), além de trechos eruditos de Mozart, Handel e Debussy.
Pois é, não se pode vencer todas. Resta saber se Bruce Dickinson, o incansável, deixou-se abater ou se pretende trazer à luz mais um pouco destas histórias malucas que circulam por sua cabeça...
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Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.
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