W.A.S.P. "30 Anos de trovão" é o nome da série de quinze textos que Blackie Lawless está publicando no "Official W.A.S.P. Nation Website" para comemorar o vindouro trigésimo aniversário de seu grupo, a se realizar em setembro de 2012. Todo mês o guitarrista, vocalista, produtor e lider do W.A.S.P. escreve um episódio contando o caminho que sua banda fez até se tornar umas das mais importantes do mundo do Heavy Metal. No Brasil, W.A.S.P. "30 Years of Thunder" é traduzida por Willba Dissidente e publicada primeiramente no Whiplash.net.
Edições anteriores:
Parte 01:
W.A.S.P.: Lawless relembra o primeiro show da banda
Parte 02:
W.A.S.P.: inspiração em Mad Max 2 e Conan, o Bárbaro
Parte 03:
W.A.S.P.: muito grande para as maiores gravadoras ignorarem
Parte 04:
W.A.S.P.: doando sangue para terminar fita demo
Parte 05:
W.A.S.P.: ofendido com o empresário do Iron Maiden
Parte 06:
W.A.S.P.: grupo de Rock sexista e maldito banido na Irlanda

"A NOVA DESORDEM MUNDIAL"
Cerca de três semanas antes da primeira turnê começar, Rod (Smallwood, empresário do W.A.S.P. e do IRON MAIDEN, ver edições anteriores) chegou em mim e no Chris e disse: "nós temos um problema". Aparentemente a Capital/EMI estava ficando extremamente preocupada com os relatos de abusos de drogas e comportamento errático de Tony Richards, nosso baterista. Rod nos disse: "ele deve ser substituido... agora"!!
Tanto Chris quanto eu sentimos que se nós pudéssemos cair logo na estrada, o que quer que fosse que estivesse preocupando a gravadora desapareceria. Ambos defendemos ferozmente o Tony. Por duas horas houve muitos gritos e ameaças de deixar a companhia, mas a esse ponto a Cpital/EMI tinha tanto dinheiro investido na gente que pouco havia a ser feito. Eu lembro de estar sentado ali, com um sentimento de que algo estava afundando no meu estômago. Era como um pesadelo que eu pudesse ver acontecer, em camera lenta, bem em frente aos meus olhos e não havia algo a ser feito para impedir que essa onda despencasse na gente. Foi a primeira vez que eu lembro ficar matutando "nós pertencemos a eles (EMI) agora"! Na minha cabeça eu lembrei algo que o Ace (Frehley) havia me dito anos antes. Ele falou "quando você assina aquela linha pontilhada, a sua vida não te pertence mais". Mais tarde eu escreveria sobre isso na música Chainsaw Charlie (Murders in the new morgue), “sign right here on the dotted line”. Essa foi a primeira vez que o mostro exibiria sua cabeça horrenda. Ninguém fora do nosso grupinho mais fechado intendia que tentar substituir Tony era UM PROBLEMÃO. Esse cara fazia de tudo, tocava super bem, tinha uma aparência fantástica e havia algo sobre a personalidade dele que, definitivamente, pulava para fora nas fotos.




Uma vez nós estávamos tocando em Indianapólis e todos nos atrasamos por causa do longo percurso feito na noite anterior, então ninguém fez o soundcheck um dia antes por causa de termos demorado a chegar. Nós e o METALLICA estamos trocando toda noite quem seria o headliner do show. Uma noite eles fechariam, na noite seguinte o W.A.S.P. fecharia. Nessa noite nós encerraríamos e todo mundo estava apressado tentando deixar tudo pronto antes do show. Isso ocorreu num tipo antigo de teatro, daqueles em que o backstage era como uma caverna com um milhão corredores, MUITO fácil de ser perder dentro. Nenhum de nós tinha estado no palco de lá, então se você não tivesse alguém contigo que soubesse o caminho, pode ter certeza que não haveria como chegar sozinho. Bem, eu estou no banheiro me preparando para me barbear ouvindo começar a música de introdução do METALLICA.
A porta do banheiro é escancarada e lá aparece o Cliff (Burton), desesperado, sozinho e gritando "BLACKIE, CADÊ O PALCO"!! Eu tinha acabado de passar a lâmina de barbear pelo pescoço e, o vendo do espelho, disse "Cliff, eu realmente não sei". Ele berrou, "VAI SE FERRAR BLACKIE" e saiu vazado. Ele achou que eu estivesse azucrinando com ele, mas honestamente eu não estava. Realmente não sabia como se chegar ao palco. Foi um verdadeiro momento SPINAL TAP!!! Comecei a rir tanto que estava prestes a chorar, porque ele estava tão louco que chegou ao limiar de ter um ataque de pânico. O Cliff achou que fiz de propósito, mas não foi. O METALLICA estava tocando sua primeira música por dois minutos quando eu ouvi o baixo entrar. Cara, como aquela época era divertida!!
Nos terminamos o restante da turnê estadunidense e nos preparamos para começar os ensaios de nosso próximo disco. Foi quando começamos a ouvir, pela primeira vez, um murmurinho da costa leste, vindo de Washington D.C.. algo sobre essa coisa chamada P.M.R.C. e uma mulher chamada Tipper Gore.
Aparentemente, tinha algo a ver com a gente!!! Eu imaginava... o que poderia ser???
Mais mês que vêm!!
B.L.
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Willba Dissidente é fã das bandas de hard rock dos anos 70 e 80 e de metal oitentista dos mais variados países. Quem quiser saber mais deve acessar seu canal no youtube. Obrigado! Stay Hard (True As Steel)!
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