U2: histórias dos bastidores no show do grupo no Morumbi

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U2: histórias dos bastidores no show do grupo no Morumbi

Postado por Carlos Eduardo Corrales | Fonte: Delfos

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A crônica abaixo foi originalmente publicada no site DELFOS - www.delfos.jor.br. Se desejar, ler a matéria com as fotos, clique aqui para acessá-la.

Delfonauta fã de shows: imagine um mundo mágico sem filas, sem empurração, com comida e bebida na faixa e a possibilidade de assistir ao show de onde quiser, seja do lugar mais caro do estádio até de lugares em que pessoas normais não podem entrar. Acredite, esse mundo existe, mas não é para o seu bico. E nem para o meu.

Porém, por uma série de happy monkeys enviados para a minha pessoa diretamente do escritório do Deus Metal, eu tive acesso a esse mundo. E por causa disso, você também terá, em mais uma matéria delfiana cujo objetivo é levar o leitor em uma viagem por bastidores que pouca gente conhece.

Antes de começar, no entanto, dois avisos:

1 – Apesar do título, não fomos exatamente ao backstage nem conhecemos os músicos, mas tivemos acesso a uma área secreta para VIPs e muitas outras coisas legais. Se coloquei backstage no título foi apenas porque não consegui pensar numa forma melhor de descrever essas áreas secretas em poucas palavras, mas te garanto que aqueles que me acompanharem neste relato não vão se arrepender. =)

2 – A intenção aqui não é fazer uma resenha dos shows, mas dividir a experiência de ter acesso privilegiado a um show de grande porte com aqueles que se interessarem. Resenhas do show do U2 em São Paulo você vai achar aos montes por aí. Uma matéria como essa, eu sinceramente duvido muito. =D

PRÉ-SHOW

Como eu disse na minha resenha de U23D, eu não sou um fã da banda. Eu não diria “eu não gosto de U2”, pois isso significaria que tenho sentimentos negativos direcionados a eles. Não tenho, mas, ao mesmo tempo, não me vejo comprando um álbum deles um dia.

Assim, acredito ser compreensível para o delfonauta que não fiquei correndo em círculos ao saber que teria esse acesso privilegiado ao show. Claro, é um show de graça e tudo, mas também seria no Morumbi, cujo acesso é infernal, e não é exatamente um dos shows que eu fazia questão de ver antes de morrer. Mas, ei, a oportunidade apareceu, e quem sou eu para dizer não, certo? =)

Inicialmente, eu nem pretendia transformar isso em uma matéria delfiana. Achei que seríamos simplesmente colocados para dentro e assistiríamos ao show da pista normal. Assim, o máximo que poderia fazer era uma resenha e, como não estava indo a trabalho, nem havia considerado essa possibilidade. Por isso, não levei câmera fotográfica nem bloquinho de notas, ferramentas essenciais para um bom trabalho jornalístico. Porém, tudo começou a mudar a partir do momento em que a seguinte frase foi exclamada:

PELO PAPAGAIO DE SATANÁS! NÓS TEMOS CREDENCIAIS!

E não eram credenciais de jornalista, mas de staff, além de um convite para acesso a uma festa secreta, em um local chamado “Round Room”. E não era uma, duas, nem mesmo três. Eram quatro delas! Assim, fomos eu, meu amigo Tarso, a senhora Tarso (doravante chamada de Lydia) e a Cinthia, que você já conhece das aventuras delfianas pelo Chile; ou simplesmente como senhora Corrales, primeira dama do DELFOS.

Esses somos nós, felizes e saltitantes, pouco depois de tomar uma senhora chuva, entrar no Morumbi e pendurar nossas brilhosas credenciais em nossos pescoços não dignos.

Felizmente, a Lydia levou uma câmera, o que imediatamente a credenciou como a fotógrafa oficial desta matéria. Mas estou me adiantando.

CHEGANDO AO MORUMBI

Nos encontramos em uma certa lanchonete de fast-food árabe que fica a uns 15/20 minutos de caminhada do estádio e lá fomos nós para o Morumbi, cantando In The Name of Love e Hammer Smashed Face.

Ainda não sabíamos exatamente como tudo iria rolar, mas sabíamos, claro, que o show lotou extremamente rápido, que os ingressos para a Red Zone custavam originalmente dolorosos mil reais, e que às vésperas do show, os papeizinhos que dariam direito a entrar no estádio estavam sendo vendidos por quantias acima dos seiscentos mil centavos brasileiros. De posse dessas informações, qualquer pessoa chegaria a duas conclusões:

1 – Se vendêssemos essas credenciais, poderíamos nos aposentar em uma paradisíaca ilha do Caribe.

2 – Se as mostrarmos em público, provavelmente seremos atacados, assassinados, roubados e estuprados, necessariamente nessa ordem.

Já você, delfonauta esperto, conclui duas coisas partindo da simples premissa de estar lendo este texto.

1 – Não vendemos as credenciais.

2 – Não fomos assassinados nem roubados, mas talvez atacados e estuprados.

É UM MUNDO MÁGICO! VAMOS EXPLORAR!

Finalmente, depois de cantarmos a capella toda a discografia do U2 e do Cannibal Corpse, chegamos ao Morumbi, nos escondemos em um círculo semelhante ao que fazem os jogadores de futebol americano antes de uma jogada e vestimos nossas credenciais.

Elas nos deram acesso ao estádio através das próprias grades de segurança, sem filas e com acesso direto à entrada para a pista. Fomos até lá e imediatamente vimos o impressionante palco em 360 graus, que parecia uma aranha gigante.

Era por volta de 18 horas, e a “festa” na Round Room começaria às 19, então tínhamos um tempinho e resolvemos explorar os limites das nossas credenciais. Assim, fomos direto para a barreira que parecia mais exclusiva e mais lotada de seguranças. Credenciais em mãos. Caras de mau. Prontos para botar para quebrar. Abaixo vai uma representação livre do que aconteceu.

Isso aí, caro amigo incrédulo. Nossas credenciais mágicas nos permitiram passar pelas barreiras e nós saímos comemorando e pulando exatamente como o Wayne e o Garth fazem nessa cena. O segurança quase pediu desculpas por ter que ver nossa credencial, dizendo que “daqui a pouco vai ter um monte de fã querendo entrar aqui, mas vocês podem passar”. Nesse momento, o Tarso começou a gargalhar como um supervilão e a exclamar “ninguém pode parar nossas credenciais”.

Agora sim, estávamos no mundo mágico, aquele mundo que pouquíssimas pessoas viram com os próprios olhos e que a maioria se contenta apenas em ouvir falar, ou em ler em grandes sites de jornalismo parcial reflexivo humorístico. =)

Se você já foi ao Morumbi, sabe que a localização remota não é o único problema do lugar. O estádio é sujo, mal cuidado, decrépito e cheira a urina. Mas quando você passa da tal barreira, as coisas mudam da água para o cheddar.

O outro lado da barreira é bonitão, com várias pequenas salas exclusivas e patrocinadas por diversas marcas. Enquanto explorávamos este ambiente, era impossível não se sentir como a turma da O-Ren Ishii chegando na House of Blue Leaves.

Talvez tenhamos nos sentido assim por causa do poder da credencial. Ou talvez porque estávamos andando em câmera lenta enquanto cada um de nós cantava um instrumento da música que permeia a cena.

Seja como for, entramos em uma das salinhas secretas mais bonitas, uma que tinha patrocínio de uma operadora de celular. Lá, vimos comidinhas chiques sendo servidas, enquanto um garçom passava nos oferecendo vodka e whisky. Infelizmente, a alegria não durou muito, pois logo um mancebo nos abordou para perguntar quem éramos e disse que o lugar era exclusivo para convidados da operadora.

Saímos, agora com plena consciência de que as credenciais não eram invencíveis e que o poder que elas nos concediam deveria ser usado com responsabilidade. O lado ruim é que não conhecíamos os limites desse poder (não sabíamos exatamente a quais salas secretas tínhamos acesso), então a única forma de descobrir era na boa e velha cara de pau.

Absolutamente todas as marcas que você consegue pensar tinham sua própria sala, com níveis variados de beleza e exclusividade. Tinha até um daqueles cabeleireiros chiques com, pasme, gente cortando o cabelo lá dentro. Seria bem legal ter ganhado um corte caríssimo gratuito, mas essa foi uma das salas que nos barraram. Em várias outras, no entanto, conseguimos entrar, e os benefícios variavam de comidas e bebidas até camarotes exclusivos para assistir ao show sentado e sem se misturar com a plebe.

DE ONDE ASSISTIR AO SHOW?

Já havíamos explorado o suficiente, então agora era hora de escolher de onde assistiríamos ao show. Fomos instruídos que poderíamos assistir da mesa de iluminação, mas antes de vermos como era lá, resolvemos ver se teríamos a pintudice de entrar na milionária Red Zone, junto com os ricaços que pagaram um Barão de Itapecerica para assistir ao show. E “crau”, tivemos essa pintudice! \\m/

O lugar realmente era legal, podíamos ficar em qualquer lugar ao redor do palco circular, inclusive numa parte que separava dois pedaços do palco. Os músicos poderiam atravessar a pista pelas passarelas que se movimentavam, fazendo com que, por exemplo, o Bono ficasse à sua esquerda e o Edge à sua direita.

Tinha também uma outra Red Zone, um pouco mais afastada, chamada de Red Zone A/B. Essa parte não ficava “dentro” do palco, era algo mais semelhante à pista Premium tradicional, e tivemos a impressão que a visão dali seria melhor, pois permitiria ver uma parte maior do palco. Infelizmente, nossas credenciais não tinham poder suficiente para entrarmos lá!

Reconhecimento na Red Zone concluído, era hora de conhecermos a mesa de luz. Ela ficava mais afastada, bem no meio da pista, mas tinha um piso levantado que dava uma excelente visão da parte principal do palco, especialmente para as pequenas garotas que estavam conosco.

Inclusive aproveitamos este momento de confraternização e alegria para pedir para um dos membros da equipe do U2 tirar uma foto nossa, com a ressalva de que ele deveria pegar a plebe ao fundo. Sabe como é, quando pobre tem acesso a alguma coisa de rico, imediatamente se torna insuportavelmente elitista. =D

Após vermos os dois lugares, decidimos assistir ao começo do show da Red Zone e o final da mesa de luz. Agora era chegada a hora de nos dirigirmos à Round Room. Mas como chegar nela?

A CAÇA AO TESOURO REDONDO

Perguntamos para vários seguranças e pessoas que estavam trabalhando no local e a maioria não sabia informar onde ficava a tal “sala redonda”. E as que nos davam alguma informação normalmente contradiziam a informação anterior. O troço parecia ser tão secreto que nem mesmo os organizadores sabiam onde ficava. Andamos de um lado para o outro repetidamente, até que eu reparei um discreto sinal ao lado de uma porta fechada e guardada por seguranças. Ele dizia “Round Room”.

Através de minhas sherlockianas capacidades de dedução, concluí que aquele era o umbral pelo qual deveríamos passar.

E lá fomos nós, apenas para sermos bloqueados pelo segurança, que exclamou exatamente o seguinte: “Ei, pessoal, peraí – Ah, tá, vocês podem passar. Desculpa”. Pintudice total, amigo delfonauta.

Dentro da porta, havia uma escada, e depois uma área aberta, com várias setas nas paredes nos guiando para a tal Round Room, então a partir daí foi fácil e divertido, quase como uma caça ao tesouro.

Mas como andamos, meu amigo. Passamos por diversos locais de acesso restrito até chegar à sala redonda, que ficava na área externa do estádio, após atravessarmos uma porta divertidamente marcada com um X. Se liga quão conspicuoso era o lugar:

Bem menos chamativo que as salas de marcas, o que provavelmente significa que o que nos aguardava dentro era tudo do bom e do melhor. Nossa expectativa estava altíssima. Esperávamos por foie gras, caviar, strippers, hologramas, explosões e helicópteros, tudo junto em uma orgia para todos os sentidos. Achamos que o negócio ia ser tão bom que provavelmente não íamos querer sair dali nem para ver o Muse. Ao entrarmos, vimos que não era tão bom assim.

A Round Room era uma sala bastante grande (e não era redonda), com alguns salgadinhos de pacote, tipo Doritos, batatas chips e amendoins. Nada daquelas guloseimas caprichadas das salas de marcas. As bebidas também eram mais limitadas: tinha vinho, cerveja e refrigerantes.

Era legal, mas nada assim tão impressionante. Já vi comidinhas mais legais até mesmo nas sessões de cinema para imprensa. Ainda assim, em um lugar cujo copo de água custa pra lá de cinco reais e a maior parte do público está tomando chuva e passando sede e fome, é muito legal ter acesso a um lugar coberto e agradável, com sofás e comidinhas gratuitas.

Passamos um bom tempo lá jogando conversa fora e guaraná e batatinhas para dentro. O papo estava tão bom que quase nos esquecemos do Muse, que a essa altura já estava tocando. Pegamos um novo refill para nossos refrigerantes e fomos correndo para um dos camarotes exclusivos para assistir à banda.

O APERITIVO: MUSE

O Muse é uma banda relativamente grande e sei de muita gente, como nosso amigo Carlos Cyrino aqui do DELFOS, que não gostou de eles estarem abrindo para o U2, pois isso deixa mais difícil e mais caro assistir ao show da banda, se você não se interessar pelo headliner.

Quanto a mim, conheço muito pouco dos caras e, embora sejam bons músicos, o estilo não me agrada. Mas para um fã de música como eu, é sempre legal ver um show de uma banda que nunca tinha visto antes.

Infelizmente, o camarote em que estávamos, embora fosse deveras confortável, não recebia o som com qualidade. Ficava baixo e abafado, provavelmente por ser coberto. Além disso, o teto não deixava ver o telão, que parecia ser parte importante do show.

Assim, não tivemos outra opção além de sair do camarote exclusivo e ir assistir ao show junto com a plebe, lá na Red Zone. Para você ver como pobre fica elitista quando tem um gostinho da high society: chamar de plebe pessoas que têm condição de pagar mil reais em um ingresso. =P

Bom, fomos lá e logo o telão de fato chamou a atenção, pelo seu tamanho, qualidade e “trezentosesessentaetismo”.

E o som, meu amigo, que diferença! Agora sim estava em um show de Rock. E o Muse é uma banda pesada, daquelas que faz você sentir o peito tremendo no ritmo da bateria, o que torna até estranha a escolha deles para abrirem para o U2.

O show encerrou com Knights of Cydonia, que foi também a única que reconheci, especialmente porque ela estava em um dos Guitar Hero. =)

HÁ MAIS COISAS ENTRE O MUSE E O U2 DO QUE SUPÕE NOSSA VÃ FILOSOFIA

No intervalo, mais coisas interessantes aconteceram. Vimos uma entradinha que separava a Red Zone da parte de trás do palco, e resolvemos testar a pintudice das credenciais de novo. Surpreendentemente, entramos.

Era uma área de serviço, com os roadies desesperadamente carregando o equipamento do Muse em várias caixas. E nós lá, os quatro patetas perdidos, girando parados no lugar, tentando absorver o que estava acontecendo enquanto os roadies passavam por nós gritando “get out of the way, please”. Pelo menos eles foram educados. ^^

Obviamente, nós não deveríamos estar lá e, quando nos tocamos disso, uns 20 minutos depois, voltamos à Red Zone. Ficamos admirando o cenário mais um pouco, com destaque para as pessoas penduradas nas pernas da aranha com holofotes.

Encontramos um lugarzinho aconchegante em um dos lados do palco e decidimos ficar por ali. Como ainda faltava um tempo para o U2 subir ao palco, passamos o tempo tirando fotos bobas fazendo caretas e mostrando nossas credenciais, como bons nerds bobos que somos.

Pouco depois do horário marcado, os amplificadores tocam Minha Menina, dos Mutantes, seguida da tremendona Space Oddity, do David Bowie, e da autodestruição do relógio no telão.

O PRATO PRINCIPAL: U2

A coisa que mais me deixava curioso para ver este show era o tal palco em 360 graus, que foi completamente ignorado pelo Muse. Trata-se de um novo conceito muito interessante, pois permite que mais ingressos sejam vendidos, além de dar maior mobilidade para a banda. Mas ao mesmo tempo não conseguia imaginar como os músicos usariam isso. Eles dariam as costas para parte do público a maior parte do tempo? O baterista ficaria girando? A resposta para essas perguntas é sim.

O palco claramente tinha uma parte que era a frente, para onde os músicos ficavam olhando a maior parte do tempo, e eles só se viravam para os outros lados em momentos específicos. Além disso, o palco “circular” o torna um tanto profundo, deixando praticamente impossível de ver o outro lado para quem está muito perto (AKA, quem pagou mil reais). Por exemplo, nós estávamos do lado do Edge, e só víamos o baixista Adam Clayton quando ele vinha para o nosso lado. No resto do tempo, ele era obstruído pelo próprio palco. Até o baterista ficava invisível de onde estávamos, pois ele ficava bem no centro.

Talvez esse problema pudesse ter sido resolvido caso o palco tivesse degraus tornando a parte central mais alta. Mas ainda assim, continua sendo chato para as pessoas que estão na parte de trás do palco, pois acabam vendo apenas as costas dos músicos na maior parte do tempo.

Seja como for, é um conceito novo e interessante e, como todo novo conceito, ainda há espaço para melhoras. Acredito que outras bandas que adotem o palco circular, ou mesmo o U2 em futuras turnês, podem deixar essa experiência cada vez melhor e mais interessante para todos.

Eu nunca havia ficado tão próximo do palco em um estádio, então foi bem interessante ver uma banda da popularidade do U2 tão de perto, podendo até mesmo ver o suor escorrendo dos rostos deles, não apenas as tradicionais formiguinhas e a bateria fora de sincronia porque o som não é tão rápido quanto a luz e você está longe demais. =)

Ficamos ali por mais ou menos uma hora de show. Durante Miss Sarajevo, o The Edge foi para o teclado e nós resolvemos ir para a mesa de luz.

Mas era um longo caminho até lá, especialmente porque teríamos que atravessar boa parte da pista lotada. No meio do caminho, olhamos para o telão e WTF?, o troço se transformou e agora estava literalmente rodeando o palco! Que hora que fomos escolher para sair! =P

Várias músicas depois, chegamos à mesa de luz, e felizmente o telão ainda estava aberto.

Embora o visual da mesa não fosse tão especial como o da Red Zone, foi apenas nesse momento que realmente percebemos toda a produção de palco. Não havia pirotecnia ou algo do tipo, mas a iluminação, o telão e o próprio palco eram um espetáculo.

A luz em especial era realmente algo diferente de tudo que já vi em shows. Com holofotes até nas arquibancadas, elas criavam efeitos sensacionais que pareciam hologramas e, em várias horas, até subia para o céu dando a impressão que, a qualquer momento, o bat-sinal iria aparecer.

Fiquei ali, boquiaberto com a iluminação até o show acabar. Ao sair, tiramos uma última foto grupal para nos lembrar desse nosso dia VIP antes de voltarmos a ser a plebe que somos no dia a dia.

Guardamos as credenciais e iniciamos a longa caminhada rumo ao ponto de ônibus, onde inevitavelmente seríamos saudados com muito calor humano em um transporte público lento e lotado. Espremido dentro do ônibus, enquanto um cara suado e sem camisa dormia encostado em mim, percebi que definitivamente a minha experiência VIP havia acabado, mas pelo menos deixou ótimas memórias. E essas credenciais são o mais novo xodó da minha extensa coleção de ingressos e credenciais de shows.

Espero que você tenha se divertido ao me acompanhar nesta recapitulação. O espaço de comentários está aberto para todo mundo me mandar ouvir pagode por ter sido, pelo menos desta vez, um bastardo sortudo. Ei, pelo menos um dia na vida a gente dá sorte. =)

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Sobre Carlos Eduardo Corrales

Carlos Eduardo Corrales é jornalista e fotógrafo há oito anos. É editor-chefe do Delfos - www.delfos.jor.br - o maior site nerd de jornalismo parcial reflexivo humorístico do mundo. Sua principal característica é não levar nada a sério, até mesmo quando fala sério. A única exceção, claro, são os ensinamentos do Deus Metal. Com esse ele não brinca, pois não quer que o Vento Preto venha tirar satisfação.

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