Savatage: os primórdios contados através da banda Avatar

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Savatage: os primórdios contados através da banda Avatar

Postado por Victor Kataóka | Fonte: H2R

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Na semana em que se completam 18 anos da morte de Criss Oliva, o H2R preparou uma matéria especial, abordando todos os mistérios que envolvem os primórdios da banda Savatage.

Muitas histórias foram contadas com o passar dos anos, muitas entrevistas foram realizadas, mas ninguém ainda tinha se dado ao trabalho de juntar todas as versões, questionando acontecimentos e oferecendo novos pontos de vista, ainda.

A seguir, em um trabalho pioneiro, o H2R disseca os mais importantes fatos que cercam os seis anos que antecedem o lançamento do clássico Sirens, e a história de uma das mais geniais bandas da história do rock pesado.

Por uma mera ocasião do destino, o nome Avatar não é muito conhecido dentro do Heavy Metal, tendo sua popularidade quase que restrita aos grandes fãs do Savatage. A razão disso é o fato do Avatar ser uma daquelas bandas que sempre serão lembradas com o prefixo “Pré-banda X” antes do seu nome, e no caso do Avatar, obviamente essa “banda X” é o Savatage.

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A história da banda foi escrita pelos irmãos John e Criss Oliva, no final dos anos 70.

Residente na Flórida, Estados Unidos, a família Oliva respirava música. O pai de John e Criss tocava piano, e na casa onde cresceram, a música os cercava, seja no piano, nos violões ou na bateria que tinha na casa.

Rapidamente o desejo de fazer música cresceu nos irmãos Oliva, sendo que a primeira experiência musical de ambos foi uma banda cover do Kiss (sempre eles) chamada Black Diamond.

Inclusive, em uma festinha, fazendo covers do Kiss, os irmãos tocaram ao vivo pela primeira vez. O repertório contou com 20 músicas do Kiss (dos 3 primeiros álbuns), duas do Black Sabbath ("Iron Man" and "War Pigs) duas do Deep Purple (Smoke On The Water" e "Space Truckin)';" e "Beer Drinkers and Hell Raisers" do ZZ Top.

Nessa apresentação, John tocou guitarra, e inclusive levou um choque ao tocar na guitarra e no microfone ao mesmo tempo, e Criss tocou baixo.

Com o tempo, ficou óbvio que Criss era um melhor guitarrista, e John acabou ficando com o baixo.

O período que compreende a história dos primórdios do Savatage, entre os anos de 1977 e 1981 é muito confuso, existindo numerosas versões sobre diferentes bandas, formações e datas.

É creditado apenas ao Avatar o rótulo de “Pré-Savatage”, todavia, as bandas Alien, Metropolis e Tower também merecem essa alcunha.

Em 1977, a banda Tower, que era um projeto de Criss, contava com Jon Oliva na bateria e vocal, Criss Oliva na guitarra, Tony Ciulla no baixo, e Bob Kovach na bateria, nesse ano eles tocaram na Dunedin High School, e o baterista Steve Wacholz estava no meio da platéia.

Steve Wacholz inclusive fez um teste para entrar na Tower, e ele de fato conseguiu entrar, mas posteriormente foi substituido.

Por causa de conflitos envolvendo os membros da Tower, Criss acabou com a banda, que chegou a mudar o seu nome para Avatar, nome que ele tirou de um feiticeiro do bem do filme “Wizards”.

Nessa primeira versão do Avatar, Jon também cantava e tocava bateria, então, Jon pode ter tocado com a Tower.
Segundo o próprio Jon, na Flórida não tinha banda com um equipamento melhor que o Avatar, e Criss e Jon começaram a receber muitas atenções na cena local, e os outros membros da banda ficaram enciumados com a atenção recebida pelos irmãos Oliva.

Paralelamente, Jon tocava em uma banda chamada Alien, onde ele só cantava.

Steve Wacholz também tentou fazer parte do Alien, e inclusive foi nessa época que ele ganhou um apelido que o seguiu por toda a sua carreira "Doctor Hardware Killdrums", que posteriormente foi diminuído para "Doc Killdrums" e finalmente "Doc", que se referia ao estilo pesado de Steve na bateria.

Ainda em 1977, Criss participou de uma competição na WFSO onde ele ganhou uma Fender Stratacaster dos Scorpions (que posteriormente seria roubada em uma turnê do Savatage).
Também em 77, um pouco depois de ser expulso do colégio, Jon estava procurando por um emprego. Ele respondeu a um anúncio de uma banda que tocaria 5 noites por semana, e isso era exatamente o que ele estava procurando.

Pouco tempo depois, ele era um adolescente de 18 anos de idade faturando 400 dólares por semana, A banda se chamava Metropolis, e contava com John na guitarra e nos teclados. Eles tocavam basicamente covers de bandas como Bad Company, Kiss e Alice Cooper.

Essa é a primeira corrente sobre a história da banda Metropolis, que é considerada a mais confiável, por ter sido relatada pelo próprio Jon Oliva (que também cita o fato de Criss ter tocado baixo na única gravação do Metropolis), todavia, uma segunda corrente afirma que em 1977, Jon e Criss juntaram as bandas Tower e Alien, e formaram o Metropolis, com Joe Conn na bateria, e Tony Ciulla no baixo, apesar de parecer confuso, essa corrente também é muito aceita.

Não se sabe ao certo se na ocasião da fusão do Tower com o Alien, a banda Tower já se chamava Avatar, se tinha voltado a ser Tower, ou quanto tempo durou com o novo nome.

Essa segunda corrente afirma que O Metropolis veio depois do Tower e Alien, e que Jon tocava no Alien com o guitarrista Rich Biganno, e que inclusive chegaram a tocar com a banda Tower (!). Após a dissolução do Alien, o Metropolis foi inicialmente formado com Jon na bateria e vocal, Tony Ciulla no baixo, e posteriormente Joe Conn assumindo a bateria, e foi essa a formação que gravaria o único single do Metropolis, em 1978. Pouco tempo depois, acabaram mudando o nome para Avatar.

Todavia, ainda existe uma terceira corrente(!) afirmando que o Metropolis na verdade foi o primeiro projeto de Jon e Criss (diferente da primeira corrente, que afirmava que O Metropolis veio antes, mas que não fora formado pelos irmãos Oliva, e a segunda, que afirmava que a banda veio depois do Alien e do Tower) sendo formado por ambos, e contestando a versão da primeira corrente afirmada por Jon, sendo que o Metropolis, segundo a terceira corrente, veio antes mesmo do Tower e Alien.

Essa terceira corrente afirma que os irmãos Oliva fundaram o Metropolis, e Criss tocava baixo, e Jon guitarra, enquanto a banda também tinha o baterista Joe Conn. Posteriormente, Tony Ciulla assumiu o baixo, e Criss a guitarra, sendo que algum tempo depois, Jon passou da guitarra para a bateria, chegando finalmente aos vocais, e completando, Steve Wacholz, que era do Paradox, se uniu a eles.

As correntes que defendem a tese de que o Metropolis veio antes do Alien e do Tower,afirmam que após o fim do Metropolis, os irmãos Oliva passaram por um breve momento separados, cada um com seu projeto, sendo que Criss tocava guitarra no Tower e Jon tocava no Alien.

Todavia isso não durou muito tempo, e Jon se juntou ao Tower.
Por problemas internos, o Tower acabou, se tornando Avatar, e nessa primeira versão do nome Avatar, a banda contava com Jon na bateria e vocal, e Criss na guitarra, além de outros 3 membros, que sentiam ciúmes da atenção recebida pelos irmãos, e acabaram deixando a banda.

Sozinhos novamente, os irmãos arranjaram empregos normais, e vez ou outra ensaiavam na cabana atrás de suas casa, nomeada “The Pit”. Esse também era o local de ensaio de outa banda que tinha o baterista Steve Wacholz, que tinha conhecido os irmãos Oliva em 1977.

Ele viu Criss tocar em uma escola e ficou impressionado. Pouco tempo depois ele chegou a participar de uma audição para a banda de Jon chamada Alien.

Muitos bateristas passaram por essa primeira versão do Avatar, e mesmo quando Steve não estava tocando com eles ou sua banda no “The Pit”, ele ia ver os shows dos irmãos.

Posteriormente, na nova e reformulada versão do Avatar, Steve foi à escolha natural para a bateria.

Jon decidiu que preferia ser apenas o frontman, sem tocar baixo. Como resultado, a banda começou a procurar um novo baixista, e um grande número de músicos vieram e deixaram a banda por razões diferentes, sendo que um rapaz chamado Keith Collins, que tinha comprado um sistema de PA dos irmãos Oliva, e tocava guitarra em uma banda chamada Solar, acabou ficando com o posto e se juntando ao Avatar em 1981.

Independente de qual das três correntes está certa, a verdade é que em vários flyers de shows da época, a banda era chamada “Metropolis USA”. Nessa banda, Jon Oliva cantava e Criss tocava guitarra. O Metropolis costumava tocar muitos covers de bandas como Rush, Van Halen, Led Zeppelin e Black Sabbath, além de algumas músicas próprias.

Vale lembrar que em 1978, enquanto o Metropolis ensaiava com Joe Conn na bateria e Tony Ciulla no baixo, o “The Pit” (local dos ensaios) era constantemente frequentado por Steve Wacholz.

Criss realmente amava o Led Zeppelin, e inclusive chegou a citar em uma entrevista que eles foram à razão dele começar a tocar guitarra.

Com Tony Ciulla assumindo o baixo e Joe Conn a baterista, eles gravaram e lançaram o raro 7" single 45rpm “Let’s get rowdy”, que tinhas as músicas 'Let's Get Rowdy' / 'Take Off With The Crowd' em 1978. Esses singles foram vendidos em shows que a banda fazia na Florida. Tocando principalmente em bares.

Esse single foi lançado pela Atlantis label (ATL-621/622), e conta com o trio pré-Savatage. Os créditos incluem Maynard (Tex) McIntyre, Vinny (J. red) Greco, e Jon (yank) Oliva.
Muitos defendem que esse single foi a primeira gravação dos irmãos John e Criss Oliva, e é considerada Pré-Avatar. Criss teria tocado baixo nessa gravação. De acordo com o Dr. Killdrums, poucas cópias existem, e estão avaliadas em pouco mais de $1200,00.

Em 1978, Jon cansou de tocar em bares, e a banda acabou (apesar do nome ter sido usado algumas vezes após a dissolução da banda),segundo Jon Oliva:

“Essa banda, Metropolis, era terrível. Tinha 2 músicas, chamadas Take Off with the Crowd e Let´s Get Rowdy. Putz, era horrível. Eu acho que nós gravamos em 78 ou 79. Tinha um cara chamado Vinnie, que gravou a bateria, e um guitarrista chamado Maynard, que detonava, e tocou a guitarra solo. Criss tocou o baixo, eu toquei a guitarra base, Maynard tocou a guitarra solo, e Vinnie a bateria. Isso foi em 79.

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Em 1979, o Metropolis ainda fazia alguns shows, alternando o uso do nome Avatar e Metropolis, até que o Metropolis se tornou finalmente Avatar.

Enquanto isso, a banda Paradox, da qual fazia parte o baterista Steve Wacholz continuava ensaiando no “The Pit”.
Ainda em 79, a música Sirens é escrita. A formação é estabilizada com Jon (vocal), Criss (guitarra), Steve (bateria), enquanto um grande número de baixistas passa pela banda.

Para o leitor ter uma noção do que representava esse local de ensaio, que pode ser considerado o “berço do Savatage”, nesse ano de 1979 a banda organiza uma festa de Halloween no “the Pit” onde tocam para 3 mil pessoas (!).

Wacholz era muito familiar aos irmãos oliva, que ele conheceu em 77. Ele viu Criss tocar em uma escola e ficou impressionado. Mais tarde ele fez uma audição para tocar no Alien de Jon (como citado anteriormente).

Na verdade, vários bateristas passaram pelo Alien, mas Wacholz nunca se desligou da banda, e mesmo quando ele não estava tocando com os irmãos Oliva, ele ia ver os seus shows.

Logo, nessa nova versão do Avatar, nada mais apropriado do que Steve Wacholz na bateria. Entre 79 e 80, Wacholz começou a se envolver nos negócios da banda, e em 80, os ensaios no “The Pit” aconteciam cada vez mais.

A banda teve algumas mudanças de formação, passando a contar com outro ex Paradox, o baixista Brian Lennon, e muitos outros, até a se estabilizar com Jon e Criss, adicionados do “velho” conhecido Steve Wacholz, das bandas Blaze, Warhead e Paradox, na bateria, e Jon acabou indo para o baixo. Mais um ex Paradox e Blaze, o guitarrista Pat Dubs também se juntou a eles, além do baixista Andy Grelin.

Wacholz deixou a banda para se juntar ao Imagine, deixando Jon novamente na bateria, enquanto Bob Boyer passou um breve período como vocalista, e Rich Pigano na guitarra.

Em 1981 Wacholz volta à banda (mais uma vez), mas agora de forma definitiva, e Jon decide ficar apenas com os vocais, e (pra variar) vários baixistas passam pelo Avatar, até que a banda vende o seu PA para um rapaz chamado Keith Collins, um guitarrista que tocava em uma banda chamada Solar. Ele acabou se tornando o baixista do Avatar em 1981.

Ainda em 1981, Jon e Criss tocam todos os instrumentos no que seria a primeira gravação do Avatar, as músicas Wish She Could Be Found e Need Your Loving, no Atlantis Studios.

Ao que tudo indica, “Wish She Could Be Found” permanence inédita, enquanto “Need Your Loving” sairia em uma coletânea do Avatar, 20 anos depois. Reza a lenda que essas duas músicas seriam lançadas em um EP chamado Jon Oliva - The Genesis Of A Genius, que também teria as músicas “Ordinary Situation” e “Why Cant It Be Me”, gravadas e compostas por Jon e Keith no natal de 1984, no Morrisound Studo, durante as gravações de Power Of The Nigh.

Essas informações foram cedidas por um dos maiores fãs do mundo do Savatage, Harley, que segundo o mesmo, foram cedidas pelo próprio Keith. O que é estranho, é que Harley cita que ambas são samplers de 1 a 2 minutos, enquanto na coletânea do Avatar lançada em 2001, consta uma versão de Ordinary Situation contendo pouco mais de 4 minutos, logo, fica a dúvida se essa música foi gravada antes ou depois do nascimento do Savatage.

Um dos primeiros shows da banda foi abrindo para o Shooting Star, e posteriormente, a radio local WYNF procurava por talentos locais para colocar em um single album. Eles fizeram um concurso, e centenas de bandas mandaram fitas, e o Avatar acabou tendo sucesso, não com uma música, e sim com duas, isso mesmo, o Avatar acabou ficando com os dois lados da gravação que ficou conhecida como The Pirate Album.

As músicas eram "Rock Me" e "Minus Love," e a rádio tocou a gravação da banda , o que deu suporte aos seus shows, e consequentemente um crescimento inevitável do Avatar.
O show de divulgação desse lançamento foi no estacionamento da rede de supermercados K-Mark.

Em novembro de 2002, em uma das raras entrevistas onde Jon fora abordado sobre o tema (primórdios da banda), o mesmo esclareceu toda a confusão que cercam as bandas que vieram antes do Savatage.

Nessa entrevista, foi questionado o fato do Metropolis ter sido fundado em 1977, resultado da fusão das bandas Tower e Paradox (!), e Jon afirmou que:

“Tudo começou no The Pit, onde nós tocamos como Metropolis, mas também como Avatar, Alien e Tower. Nós mudávamos o nome da banda de acordo com a formação do show”.

Essa afirmação mata quase que completamente a charada sobre as 3 correntes que envolvem os primórdios do Savatage:

Apesar do Avatar ser considerado a derradeira banda “Pré-Savatage”, antes da banda mudar seu nome para aquele que ficaria mundialmente famoso, eles tocaram com várias formações diferentes, alternando os nomes Tower, Alien, Metropolis e Avatar, de acordo com a situação, logo, fica muito difícil fazer qualquer afirmação concreta sobre os primórdios da banda.

Nessa mesma entrevista, Jon foi mais além e afirmou:
“Eu fiz uma demo com Criss, antes mesmo de nós conhecermos Steve”.

Talvez por causa dessa afirmação, reza a lenda, que posteriormente a esse lançamento do Metropolis, a banda gravou uma demo, contendo inclusive uma música chamada “Elephant Forest”, mas ninguém sabe ao certo se isso é verdade.

Outra lenda diz respeito a uma 2ª demo gravada também em 1982, que teria 6 músicas lançadas posteriormente pelo Savatage.

O que se sabe de concreto, é que ainda no ano de 1982, o direcionamento das letras de Jon estava tomando outro rumo. As letras do tipo “garoto-quer-garota” que apareceram em canções antigas (como nas do album da WYNF) começaram a se transformar em novas versões de sonhos estranhos e pesadelos que ele estava tendo.

E assim como as coisas começavam a mudar com a música, elas também mudaram para a banda.

O Avatar começou a se aproximar de Dan Johnson da Par Records. Juntos eles gravaram e distribuíram aproximadamente 1000 cópias de the City Beneath the Surface.

Posteriormente, Dan Johnson injetou $3.000 e o Avatar estava de volta ao estúdio gravando um disco novo. As sessões de gravação demoraram cerca de 2 dias, e resultaram em 15 músicas, que apareceriam em 2 diferentes álbuns, as 15 músicas foram finalizadas em apenas 3 dias, sendo que a banda gravou tudo em 2 dias, e a mixagem ocorreu no terceiro dia...

As 3 músicas inclusas em “City Beneath the Surface” seriam lançadas posteriormente em trabalhos do Savatage, sendo que as músicas "City beneath the Surface" e "The Whip" sairiam no EP “Dungeons Are Calling", enquanto “Sirens” seria a música título do Debut Album lançado em 1983 pela Par Records.
As primeiras 25 cópias prensadas foram pintadas de amarelo, e as outras 975 de preto.

Uma noite antes de o primeiro disco (Sirens) ser prensado, os irmãos Olivas receberam um telefonema de Johnson. Segundo John:

"Nós mudamos o nosso nome uma noite antes das gravações serem prensadas. Dan ligou… Eu acho que eram 11 horas da noite, e eu, Criss e nossas esposas estávamos na cozinha jogando cartas. Nós estávamos lá, e de repente recebemos uma ligação inesperada, e o cara disse no telefone: Nós temos um problema, tem uma banda na Europa chamada Avatar e eles vão nos processar se vocês lançarem o álbum, vocês precisam mudar o nome, e precisam fazer isso agora porque nós vamos prensar os discos amanhã”.

“Escrevemos Avatar em um grande papel”... E Criss disse, 'Coloque um grande S (como Kiss) na frente de Avatar, ' e ficou, 'SAVATAR. ' Eu falei: 'Isso realmente soa como um dinossauro ruim, mas nós gostamos do jeito que ficou. Então, finalmente, do nada, eu não lembro quem disse, pode ter sido a esposa de Criss ou a minha—alguém disse, troque o R por um GE, ' e nós fizemos, e ficou 'SAVATAGE. ' E ficou legal, era como 'SAVA' de Savage e 'TAGE' de misticismo ou algo parecido. Daquele “momento em diante nós éramos Savatage”.

Outra versão de John:

“Savatar nos lembrava algum tipo de monstro em um péssimo filme de terror japonês, nós eventualmente escolhemos Savatage. Que atualmente é uma mistura de Avatar e Sabotage"
Sirens foi oficialmente lançado sobre o nome Savatage. Por causa dos ótimos reviews no mundo inteiro, a banda foi convidada para abrir para a banda da Atlantic Records, Zebra, no Mahaffey Theatre. Robert Zemsky escutou o Savatage tocando no show e disse para a banda que ele iria apresenta-los para o seu amigo da Atlantic, Jason Flom. Flom pediu ao Savatage para fazer um show pra ele, e ele voou de New York para ver a banda. Ele ficou esbaforido, pois nunca tinha visto crianças batendo cabeça no palco daquele jeito, e ficou hipnotizado durante o show inteiro. Ele imediatamente pegou dinheiro da Atlantic para voar até o Morrisound Studio para gravar com a banda", e o resto é história.

É engraçado olhar para trás e pensar que o Savatage poderia ter sido chamado Avatar, o que seria péssimo, pois hoje, quando fôssemos procurar informações da banda no Google, iríamos nos deparar com o filme! (rsrs).

Brincadeiras a parte, enquanto não for escrita uma derradeira biografia sobre a banda, as lendas que envolveram esses “tempos mágicos” dos primórdios do Savatage irão continuar obscuros.

Metropolis – Discografia

Lets Get Rowdy (1978) (Single)

Músicas:

01 – Lets Get Rowdy
02 – Take Off With The Crowd

Formação:

Jon Oliva – Vocal/Guitarra Base
Criss Oliva – Baixo
Maynard – Guitarra Solo
Vinnie – Bateria

Avatar (1978 – 1983) – Membros

Última Formação (Savatage):

Jon Oliva – Vocal
Criss Oliva – Guitarra
Keith Collins – Baixo
Steve Wacholz (Doc) – Bateria

Outros Membros:

Andy Grelin (Gmelin) – Baixo
Patrick Dubs – Guitarra (Blaze (USA), Paradox (USA, Agentz)
Bob Boyder – Vocal
Rich Pigano – Guitarra
Brian Lennon (Belenon) – Baixo (Paradox, USA)
Roach – Baixo
Fritz – Baixo

Bandas e Formações Diversas:

Em 1977

Blaze

Pat Dubs (Vocal/Guitarra)
Tim Grounds (Guitarra)
Doug Greenfield (Baixo)
Steve Wacholz (Bateria)

Warhead

Tim Trese (Vocal/Guitarra)
Tim Grounds (Guitarra)
Britt Miller (Guitarra)
Steve Wacholz (Bateria)

Tower

Jon Oliva (Vocal/Guitarra)
Criss Oliva (Guitarra)
Tony Ciulla (Baixo)
Bob Kovach (Bateria)

Essa formação toca em Dunedin High School, e no público está Steve Wacholz

Alien

Jon Oliva (Vocal)
Rich Biganno (Guitarra)
? – Baixo
? - Bateria

Paradox

Pat Dubs (ex-'Blaze') (Vocal/Guitarra)
Tim Grounds (ex-'Blaze', 'Warhead') (Guitarra)
Brian 'B' Lennon (Baixo)
Steve Wacholz (Bateria)

Em 1977, quando era guitarrista do Paradox, Tim Grounds participou do concurso da WFSO, cujo prêmio era uma Fender Stratacaster da banda Scorpions, mas acabou perdendo para Criss Oliva

Avatar (1978 – 1983) – Discografia
WYNF Radio (The Pirate Album) (1981) (Single)
Músicas:

01 – Rock Me
02 – Minus Love

The Genius Of A Genius (1981/1984)

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Músicas:

01 – Wish She Could Be Found
02 – Need Your Loving
As primeiras músicas que Jon e Criss gravaram como Avatar em 1981, no Atlantis Studios. Os irmãos olivam tocam tudo.

03 – Ordinary Situation
04 – Why Cant It Be Me

Elas foram escritas por Jon e Keith durante a pausa nas gravações de Power Of The Night, no Natal de 1984, no Morrisound Studio.

Jon fez quase tudo, enquanto Criss e Keith deram uma pequena colaboração.

Live in Clearwater (1981) (Bootleg lançado em 12 de Julho)

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Músicas:

01 – Firestorm
02 – Sundog
03 – Mind Invasion
04 – You Really Got Me
05 – Crazy Train
06 – He´s a Whore
07 – Love Me Just a Little Bit
08 – Holocaust
09 – Dr. Suprise
10 – Jailbait
11 – Devastation (Versão Antiga)

Formação:

Jon Oliva – Vocal
Criss Oliva – Guitarra
Keith Collins – Baixo
Steve Wacholz (Doc) – Bateria

"Beyond The Doors Of The Pit" (1981-1982)

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01 – Disbeliever
02 – Do You Want Me Now
03 – No More Saturday Nights
04 – Love Me Just A Little Bit
05 – Ordinary Situation
06 – When The Hammer Comes Down
07 – Diamonds In Your Eyes
08 – Walk Upon The Water
09 – I Need Your Loving
10 – You Said
11 – It's Only You
12 - The Reggae Song

City Beneath a Surface (1982) (EP) (Par Records)

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Músicas:
01 – City Beneath a Surface (05:33)
02 – Sirens (03:22)
03 – The Whip (03:16)

Tempo Total: 12:11

Formação:

Jon Oliva – Vocal e Piano
Criss Oliva – Guitarra, Back Vocals
Keith Collins – Baixo, Back Vocals
Steve Wacholz – Bateria

Esse EP foi gravado em menos de 12 horas, e obteve ótima repercussão na Europa, o que ajudou a banda a entrar em estúdio para gravar um álbum completo.

Demo (Living for the Night) (23 de Fevereiro - 1983) (Par Records)

Músicas:

01 – Out on the Streets
02 – Visions of Hell
03 – Twisted Little Sister
04 – City Beneath the Surface
05 – Sirens
06 – The Whip
The Pirate Album (1983) (Contendo as gravações da WYNF de 1981)

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Músicas:

01 – Rock Me
02 – Minus Love

The Hammer Comes Down (2001) (Coletânea de músicas gravadas entre 1979 e 1981)

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Créditos:
Victor Kataóka.

Retirado de:
http://h2remfoco.com/

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Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

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