Black Sabbath: a relação do grupo com a Maconha

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Black Sabbath: a relação do grupo com a Maconha

Postado por Victor Kataóka | Fonte: H2R

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Se observarmos com cuidado a riquíssima biografia do Black Sabbath postada aqui no Whiplash por Denio Alves, fica claro como a maconha esteve presente na vida dos pais da música pesada, sendo inclusive a droga n.º 1 no cardápio da banda, nos anos de loucura da década de 70.

A História do Black Sabbath

"Master of Reality" foi gravado às pressas e sem muitas firulas, justamente como os anteriores, e na base do "tapinha" sem parar, criando uma verdadeira fog ("névoa") de marijuana na Island Studios, onde foi gravado, totalmente no clima da faixa que abre o LP - "Sweet Leaf". As folhinhas verdes queimadas à exaustão também incentivaram um clima criativo interminável, estimulando o grupo a dar luz a alguns dos maiores clássicos do rock pesado.

A música "Sweet Leaf" nasceu de uma idéia bastante crítica de Geezer e Ozzy, de como a "tia marijuana" andava tomando conta das mentes de todos por ali... "Sweet Leaf" nascera de um riffzinho bacana que Geezer havia urdido em seu baixo, e que Tony logo tratou de refazer em sua guitarra. E como um dia Ozzy, baratinado com o alto consumo de maconha entre todos, vira Bill Ward adentrar os estúdios da Regent Sounds com uma nuvem rodopiando ao redor de sua cabeça - resultado da erva que Bill ou que o próprio Ozzy estavam fumando! -, ele resolveu escrever algo a respeito, mas em tom bastante irônico, como se fosse uma love song que, só no último momento, o ouvinte desavisado consegue relacionar à tal folhinha.

O interessante é que, durante as gravações, enquanto o grupo ainda estava tocando versões experimentais da música para treinar, o tape foi deixado rodando, e por acidente, foi
gravada uma brutal tosse de Tony Iommi próxima ao microfone de Ozzy - resultado não do consumo da própria "erva doce", como muitos fãs insistem em relatar atualmente, mas,
simplesmente, de uma forte gripe que o guitarrista estava enfrentando, naqueles frios dias do início de 1971 em Londres.

Depois do término das sessões daquele dia, ouvindo o
resultado do que havia sido gravado, o engenheiro de som Brian Humphries chamou a atenção de Ozzy para a tosse de Tony no meio da jam e achou a sonoridade legal, sugerindo separá-la, colocá-la mais alto e como se fosse uma espécie de efeito para "Sweet Leaf". "Tem tudo a ver com a música", dizia Ozzy, rindo.

No dia seguinte, quando Ozzy e Tony chegaram ao estúdio, eles se depararam com o resultado: um rápido loop de dois segundos da tal tosse que o engenheiro de som havia produzido, e que poderia ser usado no início ou no fim da gravação. Tony gostou da idéia, e após algumas gargalhadas, optaram por colocar o "coff coff" como uma introdução da canção, preparando o espírito do ouvinte para o que viria depois.

Na verdade, grande parte da dificuldade de Bill em estúdio, nesta época, acontecia devido ao problema do baterista de se envolver demais com os seus vícios. Desligadão na maior parte do tempo e tendo dificuldades para se concentrar em certas sessões, Bill começou a ser encorajado pelos outros membros da banda a parar um pouco com a loucura e se sintonizar mais... pelo menos até a próxima noitada com Ozzy!

O próprio vocalista, inebriado com o clima de loucura constante e excessos pelo qual a banda atravessava naqueles dias psicodélicos, deu a "Solitude", uma balada em tom depressivo composta por Geezer, uma performance totalmente incomum aos seus típicos vocais insanos e desesperados, límpida e bastante sensível, emoldurando o clima triste e desolador da música, o que levou centenas de fãs do grupo a pensarem, ao longo de vários anos, que na verdade tratava-se da interpretação de outro integrante da banda, de tão diferente que a voz de Ozzy estava. Gravada em uma noite totalmente zen - após meia dúzia de joints mágicos, tragados até o fim! -, terminou por estabelecer uma "ponte direta" entre a trip de seu intérprete e a de seus ouvintes, se tornando uma das músicas do Sabbath mais ouvidas por fãs "doidões" de erva ao longo dos anos 70. Inclusive, "Planet Caravan" e "Electric Funeral" foram concebidas em uma época que Tony Iommi estava fumando mais erva do que tudo...

Declaração de Bill Ward sobre 'Sweet Leaf': "Bem, estávamos irritados, sabe? 'Sweet Leaf' é uma música bem agressiva quando nós tocamos ao vivo. 'Sweet Leaf' e 'Iron Man' eram válvulas de escape para todos os jovens que voltavam do Vietnam. E quando penso sobre isso – para ser honesto com você – eu começo a chorar porque a vida é preciosa e eu ainda vejo a platéia quando nós tocávamos essas músicas. Todos os veteranos estiveram no front, então tudo o que conseguíamos enxergar eram os veteranos.

Quando essas canções apareceram, todos estavam tentando sair de suas cadeiras de roda. Eles vinham ouvir essas canções. Nós demos tudo por eles. Eles eram homens que não queriam ir para a guerra. Eles foram empurrados para isso e ninguém os agradeceu quando voltaram".

Reza a lenda que certa vez a banda desembarca nos EUA e, durante a investida em solo ianque, percorrem Nova Iorque, San Francisco, Los Angeles, Long Island, Cincinatti e Boston, entre outras. Ficam impressionados, especialmente Ozzy e Bill (irmanados na beberragem e na porra-louquice), com o despojamento das groupies americanas, que já vão transando sem qualquer cerimônia.

Uma dessas animadas garotas, após fazer sexo com Ozzy em pé, detrás de um amplificador enquanto a banda passava o som para o show da noite, tira da bolsa um baseado grosso como um charuto cubano e o oferece a Ozzy, alegando que é a melhor erva que ele jamais fumou em sua vida. "Uaaaaau!" - o vocalista quase enlouquece com o tamanho e a pureza daquele joint descomunal.

São lendárias e burlescas as estórias que se contam sobre aqueles dias do Black Sabbath em Los Angeles. Ozzy, com uma turma de amigos e roadies da pesada, passaria a ser figura
presente em toda a espécie de relatos absurdos. Afinal, ele estava em L. A., a cidade dos sonhos, a meca dos exageros e da megalomania.

Cenas grotescas, como o cantor enfiando quatro charutões de maconha na boca enquanto cumprimentava celebridades no clube
Trombadour, ou escatológicas, como ele defecando com três amigos do topo do edifício do lendário hotel Hyatt, em Hollywood Boulevard, para ver quem conseguia acertar mais
transeuntes lá embaixo, tornam-se folclóricas, e povoam boatos horrorizados de Sunset Strip até o alto das colinas californianas.

Como todos devem saber, o consumo de entorpecentes, como a maconha (que passou a ser a droga n.º 1 no cardápio da banda, a partir de então) e certas pílulas downers (tranquilizantes) podem intensificar, ao invés de amenizar, os efeitos alucinógenos de uma bad trip induzida pelo estado de pânico.

Bill passou a ser visto por todos, princpalmente nessa época, como uma "chaminé de marijuana ambulante" nos backstages... Tony, o mais frio e calmo de todos, era o que procurava menos se preocupar com as más impressões deixadas pela tal seita. Concentrava-se logicamente em todas as possibilidades de maus acontecimentos, tentando descartá-las, ao mesmo tempo em que fumava unzinho pra relaxar entre um show e outro e, obcecado, buscava riffs na guitarra para o novo repertório da banda. A cada telefonema, no entanto, a tranquilidade ia embora, e o guitarrista só voltava a respirar aliviado uns cinco segundos depois de titubeantemente atender a chamada.

Após Ozzy sair, o seu substituto foi à lenda Ronnie James Dio, que manteve o legado de Ozzy de “apreciador da doce erva”, como conta outra lenda, Dave Mustaine do Megadeth:
"Todos que conheceram Ronnie têm diferentes tipos de histórias. Ouvimos histórias sobre sua voz e sobre o quão grande ele foi como homem. E também ouvimos várias histórias sobre as diferentes formações dos músicos com que ele esteve.
As coisas pelas quais mais me recordo dele são 'Sixteenth Century Greensleeves' e 'Man On The Silver Mountain' que foi o primeiro álbum que eu tive dele com Blackmore.

Nós saímos em turnê com ele quando 'So Far, So Good, So What' foi lançado e estava realmente causando um impacto pois nós quebramos o top 200 com thrash metal, e ninguém realmente sabia o que era thrash metal naquele tempo.

Eu me lembro de estar conversando com Ronnie - estávamos no refeitório - e eu falei, 'Ei Ronnie, eu gostaria de te agradecer por nos levar junto na turnê'. Ele respondeu 'Sim, cara. Agradeço a vocês por terem vindo também.' E eu disse 'Não. Eu quero dizer, de verdade. Muito obrigado, isso é muito legal.' Ele falou, 'Olha cara, nós podemos ambos sentar aqui e masturbarmos uns aos outros ou podemos fumar esse baseado. O que você acha?' E eu me senti, 'bem...' Não preciso nem falar, fumamos o baseado e dispensei a masturbação".

Algumas listas destinadas a músicas relacionadas à maconha onde o Black Sabbath fez parte:

O site da revista "Billboard" uma lista com as melhores 20 músicas sobre maconha. A compilação foi feita por causa do dia do fumo de maconha nos EUA, chamado de "4/20" ou "weed day".

De acordo a publicação, a intenção é listar 20 faixas que falem sobre o tema, incluindo um indicador da "potência" que cada música tem: "Ela vai de 1 (levemente entorpecido) a 10 (totalmente chapado)".

1) "Mary Jane" - Rick James
2) "Stay high" - Three 6 Mafia
3) "Legalize It" - Peter Tosh
4) "Smoke two joints" - Sublime
5) "Hits from the bong" - Cypress Hill
6) "Sweet leaf" - Black Sabbath
7) "I got 5 on it" - The Luniz
8) "Pass the koutchie" - The Mighty Diamonds
9) "The next episode" - Dr. Dre, Snoop Dogg e Nate Dogg
10) "Rainy day women nº 12 & 35" - Bob Dylan
11) "Marijuana" - Kid Cudi
12) "Weed with willie" - Toby Keith
13) "Take a toke" - C+C Music Factory
14) "We be burnin'" - Sean Paul
15) "In the cut" - Wiz Khalifa
16) "Roll another number (for the road)" - Neil Young
17) "You don't know how it feels" - Tom Petty
18) "How high" - Method Man and Redman
19) "Hash pipe" - Weezer
20) "Because I got high" - Afro Man

Top 25 músicas da High Times (revista mais importante destinada a maconha no mundo inteiro)

1. PETER TOSH – “Legalize It” (1976)
2. BOB MARLEY – “Kaya” (1978)
3. BOB DYLAN – “Rainy Day Women #12 & 35″ (1966)
4. BLACK SABBATH – “Sweet Leaf” (1971)
5. RICK JAMES – “Mary Jane” (1978)
6. CAB CALLOWAY – “Reefer Man” (1932)
7. BREWER & SHIPLEY – “One Toke Over the Line” (1971)
8. MUSICAL YOUTH – “Pass the Dutchie” (1982)
9. DAVID PEEL — “I Like Marijuana” (1968)
10. NEW RIDERS OF THE PURPLE SAGE – “Panama Red” (1973)
11. FRATERNITY OF MAN – “Don’t Bogart Me” (1969)
12. RITA MARLEY – “One Draw” (1981)
13. CYPRESS HILL – “Stoned Is the Way of the Walk” (1991)
14. LEROY “STUFF” SMITH – “If You’re A Viper” (1937)
15. BLACK UHURU – “Sinsemilla” (1980)
16. REDMAN – “How to Roll a Blunt” (1992)
17. DASH RIP ROCK — “(Let’s Go) Smoke Some Pot” (1995)
18. COMMANDER CODY & HIS LOST PLANET AIRMEN – “Seeds & Stems (Again)” (1971)
19. STEPPENWOLF – “Don’t Step On the Grass, Sam” (1968)
20. MURPHY’s LAW — “Big Spliff” (1990)
21. LOUIS ARMSTRONG – “Muggles” (1928)
22. NEIL YOUNG – “Roll Another Number (For the Road)” (1975)
23. TOYES — “Smoke Two Joints” (1991)
24. TOM PETTY – “You Don’t Know How It Feels” (1994)
25. TRADITIONAL – “La Cucaracha”

Abaixo, os vídeos e as letras de Sweet Leaf e Fairies Wear Boots

DOCE ERVA

Está tudo bem, agora!!
Você não vai ouvir?

Quando eu te conheci, não percebi que
Não consigo te esquecer, ou a sua surpresa
Você me introduziu à minha mente
E me deixou querendo, você e seu tipo
Oh yeah

Eu te amo, oh você sabe disso

Minha vida estava vazia e deprimente
Até que você me levou, para dar uma volta
Minha vida agora está livre, minha vida está clara
Eu te amo erva doce, apesar de não poderes me ouvir
Oh yeah!

Vamos lá, experimente

Pessoas honestas não entendem, o que você pensa
Eles te humilham e te excluem
Você me deu uma nova fé
E logo o mundo te amará, erva doce
Oh yeah baby!

Venha agora! Yeah!
Me experimente baby!
Tudo bem! Oh yeah-ah!
Quero que você faça parte da erva doce!
Oh yeah!
Tudo bem! Yeah, yeah, yeah, me experimente!
Eu te amo erva doce,oh

FADAS USAM BOTAS

Indo tarde pra casa, ontem à noite
De repente levei um susto
Sim eu olhei pela janela e fiquei espantado com o que vi
Fadas de botas estavam dançando com um anão
Certo!

Fadas usam botas e você tem que acreditar em mim
Sim eu vi isto, eu vi isto, não te digo mentiras
Sim Fadas usam botas e você tem que acreditar em mim
Eu vi isto, eu vi isto com meus próprios olhos
Bem é isso aí!

Fadas usam botas e você tem que acreditar em mim
Sim eu vi isto, eu vi isto, não te digo mentiras
Sim Fadas usam botas e você tem que acreditar em mim
Eu vi isto, eu vi isto com meus próprios olhos
Bem é isso aí!

Então eu fui ao médico, ver o que ele poderia me receitar
Ele disse: ?Filho, filho, você foi longe demais
Pois fumar e dar mancadas é tudo aquilo que você faz

Yeahhhhhh!

Finalizando, a imagem que ilustra essa matéria é a capa do Bootleg “Black Sabbath: Cannabis Confusion 1974”, onde Ozzy finaliza a música War Pigs perguntando a plateia: “Vocês estão chapados? Deus os abençoe!”.

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Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

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