Chinese Democracy: Talaricagem, galinheiros e megalomania

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Chinese Democracy: Talaricagem, galinheiros e megalomania


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A revista inglesa CLASSIC ROCK, que nutre um fascínio inexplicável pelo Guns N’ Roses, a ponto de ter eleito ‘Chinese Democracy’ o disco do ano de 2006 baseados apenas nas demos que tinham então vazado na internet, foi a fundo no diário de estúdio do primeiro trabalho ‘solo’ de W. AXL ROSE, e em Fevereiro de 2008, publicou uma extensa matéria sobre tudo que teria ocorrido ao longo de quase uma década de promessas, sinais e frustrações.

O disco, lançado finalmente no final de 2008, ainda divide opiniões e levanta questões como: o quanto das sessões realizadas a partir de 1997 já foi ouvido pelo público? Por que Axl recusa-se a promover o disco convencionalmente, lançando vídeo-clipes [que muitos afirmam já terem sido finalizados e comporem uma trilogia]? Porque Axl não excursiona pelo maior mercado fonográfico do mundo, os EUA? Veremos mais desdobramentos das sessões que deram origem ao disco?

A impressão que fica no imaginário popular é que ‘Chinese Democracy’, apesar de lançado, ainda não foi devidamente ouvido.

O texto abaixo, dividido em duas partes, é uma tradução do original inglês escrito por Scott Rowley, e apesar de não ser uma iniciativa pioneira na internet, foi revisto de acordo com as novas regras estabelecidas pela reforma ortográfica de 2010 e ilustrado com mais fotos para melhor entendimento do público em geral.

SUSSUROS CHINESES

Por Scott Rowley
Traduzido por Nacho Belgrande

Chinese Democracy, do Guns N’ Roses é o álbum mais caro e ansiosamente esperado de todos os tempos. Em idos de 2001, o homem que conseguiu um contrato da banda com uma gravadora, Tom Zutaut, voltou à cena para ajudá-los a terminar o disco – e entrou num mundo dominado por sensitivos, homens-galinha e ‘cocô de lobo’…

Em 12 de Outubro de 2001, um mês após os ataques de 11 de Setembro nos EUA, e cinco dias depois que as primeiras bombas das tropas aliadas da força de coalizão caíram no Afeganistão, um grupo de músicos sentou em frente de uma TV em um estúdio de gravação de Los Angeles e assistiu ao noticiário.

“Milhares de protestantes foram às ruas do Paquistão, Indonésia e Irã hoje,” dizia o jornalista, “enquanto o mundo Islâmico continua a protestar contra o bombardeio do Afeganistão liderado pelos EUA.”

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A tela mostrava a tropa de choque da polícia usando gás lacrimogêneo, fumaça preta saindo de carros em chamas, protestantes jogando bombas caseiras, “Milhares de militantes islâmicos entraram em combate com a polícia na cidade paquistanesa de Karachi, ateando fogo em carros, ônibus, e numa loja da [franquia norte-americana de restaurantes especializados em frango frito] Kentucky Fried Chicken. Vamos falar com nosso correspondente internacional…”

Mas a essa altura, um dos membros do grupo já estava de pé. Buckethead não ia mais engolir aquilo. “Chega dessa PORRA!”, ele gritava, à medida que a tela mostrava imagens do KFC de Karachi com chamas lambendo o ar pelas janelas do prédio. “Eles foram longe demais agora! Eu vou entrar pra porra do exército!” Eles não vão zoar o KFC, mas de jeito nenhum! Chega – eu não consigo mais gravar. Eu vou entrar pro exército – agora nós realmente estamos em guerra!”

E com isso, ele pegou seu chapéu de balde do KFC, catou algumas coisas de seu galinheiro especialmente construído dentro do estúdio, e saiu. Alguns dos caras ficaram mais tempo, mas não muito foi feito naquele dia.

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Não era nada de mais, na verdade. Afinal, o que é um dia quando o disco no qual você está trabalhando já está sendo gravado a sete anos, dois anos a mais do que a gravadora estipulou, e milhões de dólares além do orçamento?

O Guns N’ Roses tinha entrado em 2001 em grande estilo. Uma nova formação da banda – que contava com os guitarristas Robin Finck, Buckethead e Paul Tobias, ao lado do tecladista de longa data Dizzy Reed, o antigo baixista do The Replacements, Tommy Stintson e o baterista Brian ‘Brain’ Mantia – fez seu primeiro show na véspera de ano novo na House of Blues em Las Vegas. Duas semanas depois, eles tocaram na frente de 200,000 pessoas no Rock In Rio III no Brasil.

Se encarregando das atribulações com a imprensa naquela época, Axl disse a uma rádio chilena que “Esperançosamente, lançaremos um single por volta da próxima primavera e o disco vai estar pronto em Junho ou pouco depois”. Pela primeira vez desde 1994, quando o trabalho em cima do sucessor dos “Use Your Illusion” começou – quando a banda tinha Slash, Duff McKagan e Matt Sorum – parecia que finalmente, depois de todas as mudanças de pessoal, todas as contratações e demissões e desavenças com a gravadora, a banda estava chegando a algum lugar. Havia tido, afinal de contas, muita água por debaixo da ponte. Slash tinha saído em 1996; Duff e Sorum em 1997. O substituto de Slash, Robin Finck juntou-se ao grupo, e então voltou à sua antiga banda, o Nine Inch Nails por duas turnês em 1999, antes de voltar ao GN’R no fim de 2000. O substituto de Sorum, o baterista Josh Freese, tinha saído por volta de 2000. Um segundo tecladista, Chris Pittman, entrou em 1998. Uma contínua sucessão de produtores – Moby, Mike Clink, Youth [U2, The Verve] e Sean Beavan [Marilyn Manson, Nine Inch Nails] – veio e foi, todos aparentemente inaptos a entregar um produto finalizado.

Mas em Janeiro de 2001 – animado com a recepção que nova armada de três guitarristas tinha recebido no Brasil e em Las Vegas, e num estúdio de Los Angeles com o lendário produtor do Queen, Roy Thomas Baker – Axl tinha certeza. No dia 22 de Janeiro, ele explicou o atraso do disco a uma estação de rádio Argentina: “Nós não tínhamos composto ou gravado por muitos anos,” ele disse. “Houve mudanças na banda e houve muitas mudanças na gravadora. As pessoas na gravadora tinham muitas opiniões e elas queriam fazer o melhor disco possível. Toda vez que pensávamos que tínhamos as canções certas, alguém achava que nós poderíamos fazer coisa melhor. A gente começava do zero. A gente continuou a acrescentar músicas, continuando a gravar e gravar. Eu acho que quando realmente lançarmos o disco, será algo do qual eu estarei orgulhoso e confiante.”

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No dia 12 de Março, a assistente de Axl, Elizabeth “Beta” Lebeis disse a um jornal brasileiro que o disco “será fabuloso. Será lançado em Junho ou Julho. Eles já têm 48 faixas e a gravadora está selecionando o material.”

Em Julho, o disco ainda não havia sido lançado. Fernando, filho de Beta e amigo-assistente de Axl, de uma entrevista, comentando as razões por detrás do atraso do álbum: “é que toda vez que ele tenta fazer algo, alguma coisa sai errada”, ele disse. “De repente, o cara que é responsável por algum detalhe técnico comete um erro. Eu posso dizer isso porque estive no estúdio com ele e é inacreditável; é como se algo tentasse demovê-lo de seu projeto.”

Você conhece o resto da história: 2001 veio e foi embora, e, à exceção de uma meia dúzia de canções vazadas – o disco ainda não viu a luz do dia. Ainda assim, sete anos atrás, no fim de 2001 – depois de um ano que assistiu a peculiares eventos externos e intrigantes eventos dentro de seu próprio círculo – o Guns N’ Roses tinha uma versão de Chinese Democracy que estava quase pronta pra ser lançada. Essa é a história daquele ano.

De Volta à Selva

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É Fevereiro de 2001 e, em algum lugar na cidade de Nova Iorque, o telefone de Tom Zutaut está tocando. Do outro lado da linha está Jimmy Lovine, fundador da [gravadora] Interscope e chefe da [gravadoras] Geffen e da A & M Records e ele está perguntando a Tom – um homem que a Geffen tinha demitido dois anos antes – a mais improvável das perguntas: se ele voltará a trabalhar. Pro Guns N’ Roses.

“Olha”, disse Lovine, “desde que você saiu da Geffen, ninguém conseguiu arrancar um disco do Guns N’ Roses. Você não só tirava discos deles, mas você conseguia discos extras que não eram nem parte do contrato. Ninguém consegue arrancar uma porra dum disco deles a não ser você! Você faria isso?”

Em seus tempos de olheiro, o cara que descobriu o Guns N’ Roses, Zutaut [pronuncia-se “Zú-tót”; ele é chamado ocasionalmente de “Zoot”] tinha realmente direcionado a banda ao longo de todos seus lançamentos até então: o marcador de época Appetite For Destruction, os amplamente influentes Use Your Illusion, e lançamentos tapa-buracos como: Live ?!* Like a Suicide, GN’R Lies e The Spaghetti Incident?. Mas à medida que a banda se desintegrou, a relação azedou, e ele tinha ido trabalhar pra Polygram, e tinha passado os últimos dois anos fazendo jardinagem depois de um arranca-rabo com o chefe do selo [fonográfico]. Ele tinha mudado pra Nova Iorque, usado o tempo para conhecer sua filha, e até mesmo se voluntariado a trabalhar na Associação de Pais e Mestres na escola dela.As coisas mudaram, Zutaut diz a Lovine. “Eu faria qualquer coisa pra ajudar Axl,” ele diz, “mas não tenho certeza nem de que ele falará comigo. E, além disso, minha família está em Nova Iorque e tomar conta do GN’R é trabalho em tempo integral. Quando você está trabalhando com Axl, não há horário marcado. É começar às 6 da manhã, ou às 3 da manhã, ou às 2 da manhã. Vai provavelmente acabar com meu casamento. Eu não sei.”

No dia seguinte, o empresário do Guns N’ Roses, Doug Goldstein liga. “Eu ouvi dizer que você conversou com o Jimmy,” ele diz. “Nós não sabemos mais o que fazer. A gente parece não conseguir terminar o disco e a coisa é boa – você estaria disposto a voltar?”No dia seguinte a esse, ele entra numa teleconferência com Lovine e Goldstein. “Que tal se você só vier até aqui e se encontrar com o Axl?” eles perguntam.

“OK – apenas um encontro,” concorda Zoot. E foi assim que Tom Zutaut se viu sugado de volta ao mundo do G N’R, sentando num estúdio de Los Angeles dois dias depois para um encontro com Axl Rose.

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“E a primeira coisa que ele me perguntou”, lembra-se Tom, “Ele estava sentado num sofá no estúdio e eu estava sentado numa cadeira e ele olhou pra mim e disse; ‘Antes de eu e você podermos fazer qualquer coisa, eu tenho que saber a verdade sobre Erin Everly.”

A Verdade Sobre Erin Everly

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A filha de Don Everly, do [duo musical dos anos sessenta] ‘The Everly Brothers’, Erin conheceu Axl Rose em 1986. Logo depois, Axl escreveria sua letra costumeiramente tenra e sentimental para ‘Sweet Child of Mine’ sobre ela (‘She´s got eyes of the bluest skies/As if they thought of rain/I hate to look into those eyes/And see an ounce of pain’ [Ela tem olhos como os céus mais azuis/Como se pensassem em chuva/Eu odeio olhar naqueles olhos e ver uma gota de dor]). Havia muita dor no relacionamento. Tanto Axl como Erin tinham históricos familiares disfuncionais, e as tensões entre eles se derramavam em discussões em público e brigas violentas. Eles se casaram em 1990 – Everly depois disse que só aceitou a proposta dele depois que Axl foi até a casa dela às 4 da manhã dizendo que tinha uma arma no carro e que se mataria se ela não se casasse com ele. A inevitável separação veio no ano seguinte, com Erin alegando que Axl abusava severamente dela [ela entrou com um processo contra ele em 1994, mas fez um acordo fora do tribunal].

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Na posição de relações públicas, confidente e faz-tudo do GN’R, Tom Zutaut era frequentemente arrastado pra dentro das disputas domésticas deles. “Eu recebia uma ligação do Axl dizendo basicamente que ‘Eu preciso da sua ajuda, você precisa vir até aqui agora mesmo!” Daí eu ia até lá e eles estavam gritando um com o outro e eu levava a Erin pra minha casa com minha mulher grávida e a gente tomava conta dela, baixava a bola dela, e algumas horas depois –ou talvez no dia seguinte- Axl ligava e dizia ‘Okay, eu tô [sic] bem agora, traz ela de volta. ’ E daí eu levava Erin de volta. Isso aconteceu mais vezes do que você possa imaginar.”

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Em 1994, um amigo anônimo de Axl Rose disse a revista [americana de fofocas] People Magazine que “Erin se faz de vítima e dele um agressor demoníaco. Pelo que eu testemunhei, ela era a agressora.” Zutaut com certeza sentiu que às vezes, Everly fazia raiva pra Axl deliberadamente, e em ocasiões, confrontou-a quanto a isso.

“Eu disse pra ela: ‘Muitos garotos não conseguem parar de repetir sobre com que tipo de coisas eles cresceram. Mas nós temos que tentar e aprender dos nossos pais e sermos melhores. Eu não vou sentar aqui e ver você culpar o Axl por tudo, porque a verdade é que se você quisesse deixar esse ciclo, você poderia. Mas isso exige que você ou largue dele ou pare de culpar ele. Quero dizer, vocês precisam fazer terapia ou algo do tipo.”

Como ela encarou tal conselho? “Ela ficou muito puta comigo,” diz Zutaut. “Então a resposta dela foi ir até o Axl e contar que eu tinha cantado ela.”

Hoje em dia, Everly tem, em Beta Lebeis, assistente pessoal de Axl, uma improvável aliada. Entrevistada para essa matéria, Beta afirma que ela acredita em Erin: “Ele realmente a cantou”, ela conta. Seja lá qual for a verdade, apesar de seu relacionamento antagônico e abusivo, Axl acreditava em Everly. “Isso semeou desconfiança pessoal entre Axl e eu,” diz Zutaut.

Não foi a única relação a se desintegrar. Durante esse mesmo período, Rose estava lentamente se afastando de todos os outros membros da banda.

“Durante o Appetite, o processo de composição e gravação foi meio que mais de colaboração que envolvia todo mundo, mas a partir dos Illusion pra frente, a banda fazia a parte deles e Axl vinha e colocava a cobertura no bolo,” diz Zutaut. “Ele trabalhava no horário próprio dele e ninguém tinha permissão pra estar no estúdio quando Axl estava lá.”

Mas quando chegou a hora de terminar os discos, Axl se deu conta de que não podia fazer tudo sozinho. “Durante a mixagem dos Use Your Illusion, eu recebi um telefonema de Axl,” diz Zutaut. “eu estava no Havaí num feriado e ele realmente se desculpou pra mim e disse, ‘Olha, apesar desse lance que aconteceu com a Erin –seja lá o que você fez ou não fez – não há ninguém em que eu confie mais com o som e a vibração do Guns N’ Roses mais do que você. A não ser eu, ninguém capta isso como você. Eu não consigo terminar esse disco sem sua ajuda – preciso de você aqui agora.”

Tocado, Zutaut mais uma vez tentou assegurar Axl de que ele não tinha chegado junto em sua ex-esposa. “E ele disse algo tipo, ‘Eu não sei se eu acredito em você. Ela é uma mulher bonita e eu acho que você provavelmente a cantou, sim. Mas não me importo. Não estou mais com ela e preciso de sua ajuda. ’”

Entendendo Axl

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Dez anos depois, em 2001, Axl, mais uma vez, precisava da ajuda de Zutaut para terminar um projeto. Mas não antes de Zoot tentar explicar, de novo, o que realmente tinha acontecido entre ele e a ex-esposa de Axl. “Depois que eu contei pra ele, ele disse ‘Posso realmente, verdadeiramente acreditar nisso – você jura por Deus? ’ E eu disse, ‘Axl, eu juro por Deus, ’ Eu disse, ‘Ela era uma mulher bonita, mas eu não tinha atração física por ela de modo algum. ’Eu disse, “a única razão pela qual eu a levei pra minha casa era porque você pediu minha ajuda. Eu não tinha interesse nela. Eu tinha medo que você machucasse ela e ela chamasse os gambés e daí ia foder as coisas pra banda e pra você. Mas eu a levei embora quando você me ligou porque você era meu amigo. Eu nunca esperei que eu e você ficássemos amigos. E isso realmente acabou comigo. Nós fomos inseparáveis por dois anos e eu estou ajudando você e daí essa mulher me apunhala pelas costas mentindo pra você e você ainda não acredita na verdade.”

QUEM É ZOOT?

Tom Zutaut descobriu o Mötley Crüe enquanto trabalhava como Executivo de Vendas para a [gravadora] Elektra Records em Los Angeles em 1982. Promovido ao cargo de relações públicas, ele assinou com o Metallica, Dokken e o Tesla e até 1985, ele tinha feito tantos contratos bem-sucedidos que apenas sua presença num show de uma banda chamada Guns N’ Roses ajudou a criar uma guerra por um contrato. Até hoje, ele é o único executivo a fazer um disco com o GN’R.

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“Tom foi uma figura tão importante nessa coisa toda,” diz Marc Canter, o amigo dos tempos de escola de Slash e homem de confiança do GN’R, que recentemente documentou os primórdios da banda em seu aclamado livro, Reckless Road (www.recklessroad.com).

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“Tom não exatamente produziu o disco, mas ele era o produtor executivo,” ele diz. “Ele tomava conta da coisa toda para assegurar que eles conseguissem o som que queriam – ele estava dirigindo tudo. Ele os colocou na MTV. Ele os manteve juntos. Ele deu um jeito que eles pudessem usar o linguajar que eles estavam usando, porque naquela época havia apenas algumas bandas de rap usando palavrões. Isso quebrou barreiras e Tom foi o responsável. Ele provavelmente deveria receber mais crédito do que ele tem.”

“E daí ele disse, ‘Eu não consigo acreditar que aquela vaca da porra mentiu pra mim’,” diz Tom. ‘Ele finalmente olhou pra mim e disse, ‘Okay, a gente já resolveu isso – agora vamos andar pra frente. ’”

Tendo fechado a primeira aresta, Zutaut então tinha que provar que ele poderia ajudar no estúdio. “Aqui estava o Axl que eu encontrei em 1985 de novo,” diz Tom. “Um cara que tinha uma visão e queria fazer o melhor disco já feito. E a gente conversou e disse, ‘Eu vou pro estúdio e digo o que quero pra eles e quando eu escuto, fico bolado’. Ele continua, ‘ Ninguém parece falar minha língua. ’”.

Os dois homens sentaram e conversaram por seis horas enquanto Axl o inteirava quanto ao estado de Chinese Democracy. Completamente informado, no dia seguinte Zôo entrou no estúdio sem Axl. A primeira tarefa designada pelo vocalista foi ajudar com o timbre da bateria para a faixa-título do disco. Axl disse pros caras do estúdio que ele queria que tivesse o mesmo som que a bateria de Dave Grohl em [na faixa do álbum Nevermind] ‘Smells Like Teen Spirit’. A equipe da produção dizia que tinha feito isso, mas Axl não ficava satisfeito. Zutaut pediu a Roy Thomas Baker e ao engenheiro que tocassem o que eles tinham, e se viu obrigado a concordar com Axl.

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“Eu vou dar um tempo, mas já volto,’ Tom disse a eles e fez a única coisa sensata. “Eu fui e comprei uma cópia do [disco do Nirvana] Nevermind na [cadeia de lojas de discos dos EUA] Tower Records local.”

De volta ao estúdio, eles compararam os dois timbres e ajustaram o trabalho, fazendo o som do baterista do GN’R ficar igual ao de Grohl. “Eu acho que talvez eles tivessem escutados os sucessos do Nirvana no rádio e apenas achavam que conheciam o som, mas nenhum deles tinha se ligado de ir comprar o disco e ouvi-lo.”

Eles mandaram a coisa toda finalizada pra Axl, que ligou pra Zutaut de cara: “Eu só tenho pedido isso, por tipo, seis porras de meses!”, ele disse. “Você não entende: eu tenho enlouquecido!” Eu te peço uma coisa, e você faz. Eu tenho pedido isso pra outras pessoas e eles não conseguem entender?!”Zutaut tinha passado no teste. “Eu queria ter ligado pra você dois anos atrás,” Axl disse a ele. ‘Você pode vir aqui e fazer isso?” Zutaut disse que conversaria com a [gravadora] Interscope/Geffen quanto a isso – ele estaria, afinal, trabalhando pra eles, e não pro Axl – e dois anos antes disso ele tinha deixado eles sob circunstâncias pouco amigáveis. Uma semana depois, as duas partes ainda estavam tentando chegar a um acordo sobre uma taxa quando Axl ligou pra Zutaut: “ele disse, ‘Eu to pouco me fudendo pra dinheiro, custe o quanto custar. Eu só sei que preciso de você aqui pra coisa andar pra frente, porque eu tenho cantado pneu por pelo menos seis meses. Eu vou dizer a eles que eles têm que te dar o dinheiro se eles quiserem o disco.” Ele fez o que prometeu. “O único compromisso que assumi,” diz Zutaut, “foi que eu ganharia certa quantia de dinheiro se eu conseguisse entregar o disco até certo prazo – que, claro, eu perdi.” “Mas naquela época eu senti que poderia conseguir terminar o disco sem problema. Era como o Apetite ou o Illusion de novo. Eu sei o que o Axl quer, e eu posso arrancar isso da equipe que está lá agora. Roy Thomas Baker e eu trabalhamos juntos na Elektra por dois anos então – sem problemas!”

“Então, ao abdicar de uma certa quantia por não conseguir entregar o disco até uma certa data, a Interscope economizou algum dinheiro e ainda usaram meus serviços e todo mundo ficou feliz.” Mas antes que ele pudesse começar a trabalhar, havia o pequeno detalhe de ter sua aura aprovada por Yoda…

Uma Breve Visita ao Sistema Dagobah

Em fevereiro de 2007, o informativo do Templo Budista de Kelowna na Columbia Britânica, no Canadá, foi uma das poucas publicações a notificarem a morte de uma das pessoas mais próximas a Axl Rose. Num artigo intitulado “Sharon Movia Vidas de Um Modo Lindo’, o informativo comentava: “As memórias do amor e dos corações que ela tocou ao longo de sua curta vida perduram. ’ Uma dama eloqüente, a finada Sharon Midori Tanemura Maynard – que antes residia em Kelowna – faleceu em Sedona, Arizona, em 18 de Janeiro de 2007.

Yoda tinha morrido

Co-fundadora (junto a seu marido, Elliot) da Corporação dos Arcos Cielos, um centro de pesquisa sem fins lucrativos em Sedona, Arizona, ‘criado para o desenvolvimento de novos paradigmas em ciência, educação, belas artes, ecologia global, desenvolvimento de potencial humano e tecnologia de ciências futuras’, Sharon Maynard, apelidada de ‘Yoda’ por cínicos da trupe do GN’R – entrou na vida de Axl no começo dos anos 90, “Axl era atraído a algumas pessoas que estavam envolvidas em fenômenos psíquicos,” lembra Zutaut, “Havia um tipo de médium/terapeuta que fazia terapia regressiva, transgressivas, de vidas passadas – seja lá o que fosse. E ela levou o Axl numa jornada ao longo de suas vidas passadas, se você acredita nesse tipo de coisa. E daí isso levou Axl a conhecer Shannon Maynard, a famosa mulher que olhava pra fotos de pessoas e dizia a Axl se ele devia ou não trabalhar com elas…”

Em 2000, a [revista pseudo-musical americana] Rolling Stone publicou um artigo sobre Axl, comentando que “Doug Goldenstein sabidamente pega fotos mediante instrução do vocalista para avaliação psíquica. Em Sedona, alguns acham, Yoda examinava essas fotos.”

Zutaut confirma que isso acontecia: “Você tinha que ser aprovado. Você tinha que arrumar uma foto em preto e branco e dar ela pra assistente de Axl e daí você seria avaliado e comunicado se poderia ou não trabalhar com ele. Ela lia auras e coisas do tipo. Tudo que eu sei é que ela viu a minha foto e me liberou pra trabalhar com ele.” Zutaut acha que a prática pode não ter sido tão doida ou sinistra como as pessoas acham: “Por mais difícil que seja pra alguns acreditarem, tudo tem algum tipo de energia. Digo, os seres humanos têm alguma centelha divina de algum tipo: energia negativa, energia positiva, bem, mal, Caim, Abel seja lá do que você queira chamar isso. Eu sei que eu posso me sentar numa sala com algumas pessoas e me sentir energizado. E eu posso sentar numa sala com outras pessoas e me sentir sugado de minhas energias. Eu acho que todos nós já tivemos uma experiência assim.

E então, Axl é um dos seres humanos mais sensíveis que eu já conheci. Ele é tão hipersensível às vezes que ele chega a ser frágil. Sendo assim, ele gosta muito de se isolar. Até mesmo quando assinamos o primeiro contrato juntos, ele tinha o quarto dele [no “Buraco do Inferno” que ele dividia com o resto do GN’R] e ele se recolhia a ele e ninguém o incomodava. Era trancado com cadeado e o resto da casa podia estar em destroços – sabe, embalagens de sanduíches [da rede americana] do Burger King, poeira, sujeira, o que você quiser – mas o quarto dele estava imaculado. Era o santuário dele.

Então ele é hipersensível e eu acho, que no âmago do ser ele acreditava que essa mulher em Sedona poderia ler a energia das pessoas através de uma fotografia e dizer se elas iriam ou não drená-lo ou energizá-lo. Parece meio doideira, mas talvez ela pudesse.”

E então, isso funcionou? As pessoas eram aprovadas e ele se cercava de pessoas boas? “Ironicamente, acabou não dando certo no fim das contas,” admite Zutaut. “Quando você gera os milhões de dólares que algo como o GN’R gera, você fica cercado por pessoas que se alimentam de você: psicopatas, vampiros mentais e todo o resto. Então por um lado eu acho que um grande número de pessoas negativas foi filtrado – não que haja alguém malevolente ruim ao lado dele – mas você tem pessoas cuja vivacidade é totalmente dependente dos momentos de genialidade ou insanidade dele [Axl].”

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Entremeio a esse período de Zutaut por lá, Axl decidiu que eles estavam cercados por energia negativa e que deveria visitar Sharon Maynard.

“Axl sentiu que seria uma boa idéia se fossemos a Sedona de modo que Sharon pudesse checar nossa saúde energética psíquica e nos lavar de quaisquer impurezas estivessem agarradas a nós,”, diz Tom. “Axl estava captando energia negativa e achava que ela pudesse estar grudando em nós. Isso foi realmente muito perceptivo de sua parte já que a equipe do estúdio tirava sarro dele pelas costas quando ele não estava lá.”

A outra nova mulher no mundo de Axl também compartilhava das mesmas crenças espirituais dele. Elizabeth “Beta” Lebeis juntou-se a ele em 1993 (agora ela é Empresária Pessoal dele). Perguntada se ela acreditava em vidas passadas por um jornal brasileiro em 2001, Beta comentou, “Sim, acredito e Axl também acredita nelas. Como brasileira, eu acredito nisso Eu acho impossível que duas pessoas que nunca se encontraram se dêem tão bem. Quando eu abri a porta e ele estava lá, eu senti que já o conhecia há anos.”

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Axl deixou claro o quanto eles eram próximos no Rock In Rio III em Janeiro de 2001. Enquanto as notas finais de Paradise City ressoavam, Axl entrou no palco com Beta. Ela tinha servido de intérprete para ele por toda aquela noite e ela começou a traduzir seu discurso de encerramento para a enorme platéia.

“Eu gostaria de dizer que sem o amor e o apoio de uma pessoa – acima de todas as outras – eu não estaria aqui hoje,” disse Axl e à medida que ele falava, Beta percebeu que ele estava falando dela. “Nos EUA, pelos últimos sete anos,” ele disse, interrompendo-se para abraçá-la, “eu tenho sido apoiado e cuidado e assistido por… a banda tem sido cuidada por… ela deu cada passo do caminho, ao longo dos ensaios, gravação, contratos e o baita pau no cu que eu sou.”

Beta traduzia, chorando, enquanto ele continuava: “Eu tenho sido cuidado, pelos últimos sete anos, por uma família brasileira. Essa é Elizabeth Lebeis – Beta- minha assistente, e seus três filhos maravilhosos, Alex, Vanessa e Fernando. Ela tem sido uma mãe pra mim, minha empresária, minha outra assistente… eu agradeço a ela e agradeço a todos vocês por ela.”

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Beta Lebeis foi babá e empregada para a modelo Stephanie Seymour quando ela e Axl começaram a sair juntos no meio de 1991. Quando eles romperam, em 1993, Beta explicou em uma entrevista, “Ela mudou pra Nova Iorque e Axl me chamou para trabalhar com ele. E eu aceitei porque dentre Axl e ela, eu sempre tive certeza que preferia estar com ele. Ele me valoriza muito mais do que ela…

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Stephanie é muito bonita e sexy, ela pode ter o homem que ela quiser. Ela usa os homens como brinquedos. Você já viu uma criança com um brinquedo novo? Ela brinca com ele e depois ela não quer mais brincar.”

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QUEM SÃO OS GN’R?

Ex-membros:

Buckethead – o guitarrista com máscara de terror Buckethead [nascido Brian Carroll] entrou pro Guns N’ Roses pouco antes do retorno da banda no fim de 2000. Ele imediatamente fez sua presença ser notada, adicionando camadas de arpeggios psicodélicos em faixas como I.R.S. e Better e um verdadeiramente épico solo em T.W.A.T. As coisas não funcionaram muito bem entre as personalidades igualmente mercuriais de Buckethead e Axl, e o guitarrista deixou o grupo formalmente em 2004. Dada a tendência de Axl de limar o trabalho daqueles que deixaram a banda, não se sabe se Buckethead estará presente na versão finalizada de Chinese Democracy, mas ele é certamente uma peça chave no som da banda dentre as faixas vazadas.

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Bryan “Brain” Mantia – o baterista Mantia foi trazido à banda por Buckethead em 2000. O par tinha trabalhado junto anteriormente no supergrupo experimental de funk Praxis, assim como nos discos solo do guitarrista. O trabalho de Brain pode ser ouvido na maioria das faixas vazadas, incluindo Better e There Was a Time. Ele deixou a banda em 2006, para passar tempo com sua esposa e sua filha então recém-nascida. Com Frank Ferrer substituindo-o na formação de turnê da banda – e a mais recente colaboração de Brain com Buckethead – não é certo se ele ainda é um participante ativo da banda. “Brain?” diz Beta. “Nós amamos Brain – a razão pela qual ele não está aqui é porque ele teve um filho e não tem nada a ver com Buckethead. A gente fala com ele uma ou duas vezes por semana, ou a cada duas semanas.”

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Josh Freese – o baterista sob demanda trabalhou com o Guns N’ Roses de 1997 a 2000, e naquela época escreveu a faixa-título e tocou na versão lançada oficialmente e Oh My God de 1999. Demos antigas de I.R.S., There Was A Time e Catcher In The Rye supostamente contêm seu trabalho. Durante a tortuosa gestação de Chinese Democracy, ele também achou tempo pra se unir ao técnico de guitarras do GN’R Billy Howard e fundou o [grupo de rock eletrônico] A Perfect Circle.

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Paul “Huge” Tobias – o amigo de infância de Axl co-escreveu Back Off Bitch para o Use Your Illusion I e foi subsequentemente contratado para substituir Gilby Clarke como guitarra-base no meio dos anos 90; suas contribuições para Sympathy For The Devil são tidas como determinantes para a decisão de Slash sair da banda. Ele saiu do GN’R em 2002, para ser substituído por Richard Fortus.

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Gary Sunshine – Depois de trabalhar como técnico de guitarra de Axl, a breve participação de Sunshine no Guns N’ Roses o teve gravando licks para a [até agora] única canção lançada oficialmente pela banda nova, a faixa com toques industriais de 1999, Oh My God.

Convidados Especiais…

Tanto Dave Navarro como Brian May contribuíram com Chinese Democracy…

“Não havia nada que Axl não fizesse por Stephanie Seymour,” diz Tom Zutaut. “Ele realmente sentia que eles eram almas gêmeas e ele ficou despedaçado quando Stephanie o deixou. Axl é um ser humano muito frágil de qualquer maneira e num de seus momentos mais vulneráveis, Beta do Brasil estava lá para ajudá-lo a superar isso. Ela cuidou dele como uma mãe e o assistiu e provavelmente fez mais por ele do que a mãe verdadeira dele fez sob muitos aspectos porque a mãe de verdade dele nunca protegeu ele de seu padrasto abusivo.”

A mãe verdadeira de Axl morreu em Maio de 1996. Quatro anos antes, Axl explicou a Rolling Stone como a terapia a base de regressão tinha ajudado ele a entender seus sentimentos em relação a ela. “Eu tenho trabalhado muito e descoberto que eu tenho tido muito ódio das mulheres,” ele disse. “Basicamente, eu tenho sido rejeitado pela minha mãe desde que eu era um bebê. Ela me preteriu ante meu padrasto desde que ele entrou em nossas vidas e assistia a ele me bater.”

“Quando eu entrei na vida dele e ele começou a perceber que alguém se importa com ele e o ama,” Beta disse a imprensa brasileira, “Eu sou uma pessoa paciente. Eu confio nele e ele não confiava nele mesmo. Eu não sou uma psicóloga, mas ele precisa de alguém pra ouvir o que ele tem a dizer e eu estou lá por ele.”

Oito anos de cuidados com Axl deram a Beta uma posição única na vida do cantor, de acordo com algumas pessoas (a própria Beta disse certa vez, “eu não saio se ele não puder estar em contato comigo 24 horas ao dia”).

“Beta – que começou como governanta dele – é agora a guardiã dos portões,” afirma Tom Zutaut, “Tudo tem que passar pela Beta. Você não pode conversar com ele sem ligar pra ela e ela diz a ele ligar de volta de um número bloqueado de telefone e é ela que organiza a folha de pagamento do Guns N’ Roses – tudo passa pela Beta. Até mesmo Doug Goldenstein, que é o empresário [da banda], não tem ais acesso a seu artista – ele tem que passar pela Beta. Ela é como a presidente da Axl Rose S/A.”

Beta, a própria, diz que isso é ‘ridículo’. “Você acha que se você quisesse ligar pra Madonna você é atendido diretamente por ela?” ela diz, “Claro que eu atendo às ligações. Mas se Axl quiser falar com alguém, ele fala com eles. Merck [Mercuriadis, ex-empresário] ligava pra ele o tempo todo – ele fala com a banda o tempo todo. Você sabe, antes disso eu trabalhei prum gerente da [empresa do ramo alimentício] Quaker como assistente pessoal, eu atendia às chamadas dele também. Não há nada de macabro nisso.”

Então ela não é a Presidente da Axl S/A?

“Antes fosse!” ela ri. “Não – não, eu não sou.”

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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