Em 05/05/2011 | Iron Maiden: Relato de Curitiba de fã que acompanhou banda

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Iron Maiden: Relato de Curitiba de fã que acompanhou banda

Por Adriano Ribeiro | Fonte: Adriano Ribeiro

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Desde antes de sair de São Paulo para o início da turnê, o hotel de Curitiba era uma incógnita. Amigos de lá insistiam que eu havia reservado o hotel errado. Conforme eles, a banda ficaria no Bourbon, mas mesmo se ficasse, eu não poderia fazer nada, pois não havia mais vagas. Então, não tinha com o que se preocupar. Se eu realmente tivesse errado, o jeito era relaxar e “turistar” um pouco. Até porque, provavelmente, eu já teria conseguido fotos e autógrafos com todos, então estaria tranquilo. Mas este ano estava difícil. Se em minha primeira tentativa, há três anos, havia conseguido fotos e autógrafos com cinco dos seis membros do IRON MAIDEN pagando apenas uma diária de hotel, desta vez eu já estava com a banda há 11 dias e só havia conseguido foto com três deles (Janick, Nicko e Adrian) e autógrafo de cinco (faltava o Dave, que já havia me trollado duas vezes).

Após uma viagem tranquila, com conexão em São Paulo (Guarulhos), cheguei à última cidade da minha turnê. Ricardo, Fátima e Bruno ainda seguiriam para Buenos Aires e Santiago, mas eu havia chegado à The Final Frontier, ao menos, em 2011. Embora vários amigos tivessem me acompanhado no voo, fui praticamente o último a descer da aeronave. Quando me viu desembarcar, um comissário comentou que tínhamos pousado próximo ao Ed Force One. Normal. Isso já havia acontecido em Brasília, e também já tinha visto o avião da banda em Recife. O que ele não disse é que havíamos pousado realmente próximo. Conforme desci as escadas só pude exclamar “pqp!”. Estava a, sei lá... 30 metros da aeronave, não muito mais do que isso. Só que meus amigos já haviam embarcado no ônibus da companhia aérea que nos conduziria ao terminal, e o motorista estava ali, me apressando para entrar também. Mas eu não iria sem tirar uma foto e tudo o que tinha ali, na mão, era o celular. O comissário bateu a foto, que não ficou nada boa. Mas enfim, eu e Ed Force One, cara a cara.

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Um táxi me levou ao hotel, onde encontrei com minha esposa. Geralmente ela me acompanha nessas viagens, mas como havia trocado de emprego recentemente não tinha, como eu, férias vencidas. Eu havia tirado 20 dias para isso. Ela só tinha algumas horas acumuladas no banco de horas, então poderia me acompanhar em São Paulo e Curitiba. Mas o que temíamos se confirmou: erramos o hotel. Isso, na verdade eu já sabia. Vergil e Augusto, dois picture hunters curitibanos estiveram em contato telefônico comigo desde manhã, e já havíamos nos falado quando eu estava na sala de embarque em Cumbica. Tentaram o 4 Points by Sheraton, o Bourbon, o The Ville... e nada. Quem os mandou ao hotel correto, por incrível que pareça, fui eu, mas foi graças ao Humberto que conseguiu, sei lá como, essa informação quando estava em Brasília, rumo à Curitiba. Ele havia tomado outro voo e se hospedaria no mesmo hotel que nós, mas ao descobrir o hotel correto, cancelou a reserva e conseguiu a penúltima vaga. Ainda restava uma, por mais de mil reais. Até pensei em pega-la para mim, mas gastar mais isso sem a certeza de não conseguir nada não valeria a pena. Então me contentei em ficar onde estava, pois também era um hotel excelente, provavelmente até melhor do que onde o IRON MAIDEN estava.

Não custava nada dar uma passada no hotel correto para averiguar, então tomamos um taxi e fomos. O que vimos foi desanimador: toda a frente, protegida por dois seguranças, estava cercada com aquelas fitas que se usa para preservar cenas de crimes ou de acidentes de trânsito. Nem tinham tantos fãs assim, mas a impressão é que se estava protegendo o Obama, não o IRON MAIDEN. Júlio, aquele que dividiu o quarto comigo em Brasília, tentou entrar para conseguir informações de reserva, pois desejava o último quarto disponível. No entanto, desistiu ao ser maltratado por seguranças e funcionário. Ele queria dividir o quarto com o Arthur, que foi impedido de acompanha-lo até a recepção. Ao obter as informações, pegou o celular para ligar para ele e confirmar preço, essas coisas, mas foi advertido de que não poderia usar o celular lá dentro. “Como não?! Eu estarei hospedado!”. “São as regras da casa, senhor.”. “Então vtnc!” – e cancelou a reserva. Desencanamos de vez e fomos com outros fãs e picture hunters até o tal “Bar do Alemão”, ponto turístico conhecido por seu “submarino”, caneco de chope com um canequinho de steinhaeger mergulhado na bebida. De lá seguimos para o Fire Fox, um conhecido boteco, onde encontramos Kerry Harris (a filha do “hómi”) e alguns membros da equipe do Maiden. Mas não ficamos muito e retornamos ao nosso hotel para dormir um pouco.

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No dia seguinte, resolvemos conhecer a tal Pedreira Paulo Leminski, onde ocorreu o show de 2008. Tomamos um táxi e fomos. Cacete, que lugar legal! Tive um arrependimento enorme de não ter ido a Curitiba quando o Maiden tocou ali. Agora entendo porque os curitibanos fazem tantas campanhas para reabri-la, já que foi judicialmente impedida de sediar grandes shows por causa de vizinhos reclamões. Um local cercado de árvores, com um lago, um palco e uma boa área para receber a galera, mas não tão grande assim. Claro que fiz questão de subir no palco onde o IRON MAIDEN já tocou, sem falar em outros nomes consagrados, como Paul McCartney. Mas não havia muito o que fazer por lá, então tiramos nossas fotos e saímos.

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Ali, encostado à pedreira, fica o Teatro “Ópera de Arame”, e resolvemos entrar para dar uma olhada. Conforme fomos caminhando por uma passarela de acesso, percebemos uma estranha movimentação. E sim, ali estava Janick Gers, o único dos membros do IRON MAIDEN que sabe se divertir, sendo abordado pelos fãs. Enquanto os outros cinco ficam entocados dentro do hotel, saindo pouco ou quase nada, Janick dá as caras, turista, conhece os lugares e interage com o pessoal. É o único que pode dizer realmente que conheceu alguma coisa do Brasil. Ele saiu para passear em todas as cidades e atendeu aos fãs em todas. E, já que não conseguiríamos mais nada mesmo, e a galera estava ali abordando, por que não conseguir mais uma foto com ele?! Ao nos aproximarmos, Sombra, o segurança, olhou para a gente com espanto e disse “Olha só! Vocês também turistam!”. Quando nos viu, Janick fez, brincando, aquela expressão de “oh no! You again!”, e respondemos “and again, and again, and again...”. Risadas gerais, Sombra tirou a foto, e deixamos Janick em paz.

Janick fez o caminho inverso ao nosso, e entrou na pedreira. Nós atravessamos a rua e entramos em uma loja de souvenires, possivelmente atraídos pela placa que dizia “prove aqui o delicioso licor de chocolate com pimenta”. Comprei um, saímos de lá, e ficamos em um bar ao lado do teatro, de onde pudemos acompanhar Janick saindo da pedreira, indo para a loja também e, depois, indo para o bar onde estávamos. Tudo sem ser incomodado por ninguém, simplesmente porque já não havia a quem atender, já que já havia atendido a todos. Foi lá, pediu algo pra comer, e nós ali conversando entre nós, como se não tivesse um membro do IRON MAIDEN no mesmo recinto.

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Mais tarde retornamos ao hotel, onde ficamos praticamente a tarde toda, exceto uma ida ao shopping para almoçar. Estávamos tentando equacionar um problema. Éramos dez hóspedes, e o taxi do hotel ao show daria uns 50 reais por trecho. Teríamos que encher três, no mínimo. Ricardo propôs que tentássemos contratar uma van. Demorou! Fechamos um preço bacana, bem menos do que pagaríamos se fôssemos de taxi, garantindo uma confortável condução para ida e para a volta. No show, eu e minha esposa fomos para a pista normal, enquanto os demais foram para a VIP. Minha única crítica à Curitiba: a galera estava fria demais. Para quem estava vindo de Recife, onde todos cantaram tudo do começo ao fim, Curitiba foi uma ducha de água gelada. Ao menos foi o que todos nós, que acompanhamos o IRON MAIDEN em outras cidades, sentimos. Viemos conversando sobre isso na van após o show. Sobre o show em si, performance perfeita como sempre, o que não impediu que um cachorro deitasse e dormisse ao final da pista comum. É triste sair de um show do IRON MAIDEN sem saber quando será o próximo. Bruno, Ricardo e Fátima seguiriam ainda para Buenos Aires e Santiago, onde encontrariam o Padro. Para mim, era a hora de “coming home”. Foi uma das sensações mais fortes que já senti, vazio total, volta à realidade.

Já no hotel, acessei o Orkut e vi que Vergil havia conseguido foto com Sam Dunn, um dos diretores do “Flight 666”, que também produziu documentários como “Metal: A Headbanger's Journey” e “Global Metal”. Sam é um cara bacana, conversei bastante com ele em 2009, quando explicou para o Bruno porque induziu os expectadores, no filme, a pensar que ele era colombiano – a cena foi exibida apóa Run To The Hills, executada na Colômbia. “Como você viu, lá o clima estava muito ruim, com aquela presença militar, de forma que eu precisava de uma cena legal para fechar a música com algo positivo, então me lembrei da sua cena e a encaixei ali”, ao que Bruno respondeu “Por mim, você poderia me retratar até mesmo como argentino. Eu tô no filme, porra!”. Talvez valesse dar uma passada no hotel para vê-lo novamente, e quem sabe conseguir seu autógrafo na foto que tirei com ele dois anos antes.

Na manhã seguinte, após o café da manhã, tomamos um táxi e fomos ao hotel. Chegamos tarde, já era quase meio dia, e a banda já estava saindo. Relatos contam que Nicko havia atendido os fãs quinze minutos antes de chegarmos. Lá fiquei sabendo também que Kevin Shirley estava por ali. Legal! Uma foto com ele seria bacana. Mas talvez fosse tarde demais. E então, aos 48 minutos do segundo tempo, quando eu não esperava mais nada, Steve Harris surge para nos encarar. Com a segurança do hotel mais atrapalhando do que ajudando, formamos uma fila e éramos atendidos um a um. Claro que sempre tem alguns fãs que não sabem abordar banda e ficam ali cercando, com medo que Steve de repente parasse de atender e saísse fora. Mal sabem que quando ele atende, atende pra valer! Mas no geral foi tudo muito organizado.

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Saí com uma cara péssima na foto com ele, bem final de turnê mesmo. Mas não é todo dia que se pode tirar foto com Deus, então não tenho do que reclamar. Após atender todo mundo, Steve acenou e entrou na van. Nicko passou e estava quase entrando no carro da frente, quando o chamei, ele olhou, e me despedi com “goodbye, my friend”, ao que ele respondeu “see you later” e entrou. Então, os veículos partiram. Acho que Nicko pensou que eu ainda fosse acompanha-los na Argentina, mas infelizmente meu dinheiro é limitado, já havia acabado faz tempo, e graças aos cartões de crédito ainda estava ali com eles. Mas certamente chegando a São Paulo, o gerente do meu banco iria adorar me ver e me emprestar o que faltou, a taxas de juros não muito legais, mas que certamente compensariam a loucura toda de todos aqueles dias.

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Como nosso voo de volta a São Paulo era apenas às 17:00 hs, retornamos ao Bar do Alemão, onde almoçamos e ficamos um tempo conversando. Mais tarde, retornamos ao hotel, onde pegamos nossas malas, e fomos para o aeroporto. Após um voo tranquilo de apenas uma hora, chegamos a Guarulhos. Tomamos um ônibus direto para a Barra Funda. Meus avós fizeram questão de nos esperar de carro, até porque após tanto tempo fora de casa eu certamente gostaria de passar no supermercado e fazer umas compras. Tem coisas que só acontecem quando se volta de uma turnê com o Maiden. Alguém pode me explicar porque a senha da fila de frios que minha esposa pegou era 666?! E por que, quando cheguei em casa, ao postar uma mensagem na comunidade “Iron Maiden Brasil”, o captcha apresentado era “Gers”?!

Chego aqui ao final das seis matérias, uma para cada cidade em que acompanhei os shows do IRON MAIDEN. Minha intenção, ao escrever os relatos, era compartilhar com quem não teve nem terá a chance que eu tive, como é passar 13 dias vivendo e respirando IRON MAIDEN, estando próximo dos caras e os encontrando o tempo todo, sempre com muito respeito aos músicos e pessoas que são (neste caso não todos, certo Bruce?!).

Se minhas matérias te deram ideias para quando o IRON MAIDEN voltar, não esqueça que se neste ano já estava difícil, especialmente em São Paulo, pelo excesso de fãs hospedados, a tendência é piorar muito na próxima vez. Eu não citei o nome de nenhum hotel em que a banda se hospedou. No entanto, na “Iron Maiden Brasil” todos estão de saco cheio de saber os hotéis em que a banda se hospeda em algumas cidades, pois muita gente sem noção fala livremente. Quanto mais fãs aparecerem, dentro ou fora do hotel, pior será para quem tentar. Além do mais, saiba que muita gente tentou este ano e não conseguiu nada. Ou até conseguiu foto com o Gers – mas para isso nem precisa se hospedar. Com os outros estava bem mais difícil. Eu mesmo fiquei 13 dias atrás e não consegui fechar as fotos – embora já tivesse com todos em anos anteriores.

Os hotéis são caros. Se o dinheiro vai te fazer falta, saiba que suas chances de conseguir um contato maior com a banda são mínimas, então pense se realmente vale a pena tentar. Se mesmo assim for tentar, saiba respeitar os caras, acima de tudo. Ninguém do Maiden gostaria de encontrar fãs malucos e descontrolados. Sei que eles não parecem, mas são pessoas como nós. Enquanto muitos fãs podem dizer “eu tenho foto com o Nicko” (e algumas vezes conseguida em uma abordagem ruim), eu posso dizer “Nicko sentou na minha mesa e ficamos uma hora trocando ideia”. Há toda uma diferença aí!

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Sobre Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro é fã xiita do Iron Maiden, daqueles que não perdoa até hoje Bruce e Adrian por terem saído da banda - e não importa se voltaram. Nas horas vagas, tem como hobby conhecer seus ídolos na música, conseguindo com eles fotos e autógrafos.

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