Todo mundo adora odiar rótulos. Milhares de pessoas bradam aos quatro ventos que rótulos servem apenas para limitar a arte, mas, ao mesmo tempo, dizem com orgulho que amam rótulos como rock e/ou metal. Partindo da premissa de que rótulos são importantes para a subdivisão deste estilo variado e fascinante que é o rock 'n' roll, abordarei aqui alguns subgêneros ou movimentos musicais que, bem sucedidos ou não, conseguiram deixar sua marca no estilo. E o rótulo do dia é: Neo Progressivo!
A essência do rock progressivo sempre foi a ousadia e a transgressão musical. Logo, não deixa de ser estranho ver tantos fãs do estilo desprezando as novas bandas, especialmente pelo fato dos músicos atuais não terem aquele apreço técnico, típico dos anos 70 (para quem não sabe, a época de ouro do rock progressivo). Mas, quem disse que todo o gênero em questão morreu? Muito pelo contrário: a coragem dos novos músicos trouxe o progressivo para os dias atuais!
As influências do Neo Progressivo se encontram no rock alternativo e no indie rock, além de trazer toques inusitados de trip hop, música eletrônica e música ambiente - sendo estes três últimos os principais responsáveis por todo o ar "modernoso" do gênero. Curiosamente, ainda há uma constante discussão acerca das (supostas) diferenças entre os termos Neo Progressivo e "new prog", o que é irrelevante para quem não é fã e/ou estudioso do estilo.

Entre os destaques, podemos citar o The Mars Volta (foto acima), banda que vêm atingindo um status cult que colocará o grupo entre os gigantes do estilo. Suas influências vão do free jazz à música latina, o que torna seu som realmente original e único. Puxando uma vertente um pouco mais acessível (só um pouco, ok?), temos os britânicos do Muse, responsáveis por levar o Neo Progressivo a um inesperado sucesso comercial, graças ao fenomenal álbum "Black Holes and Revelations" (2006).

Até os fãs de rock industrial e metal alternativo podem se identificar com o gênero ao escutarem bandas bastante modernas, como Tool (que também representa o já conhecido Metal Progressivo), Porcupine Tree (foto acima) e Oceansize. Tais bandas utilizam uma produção refinada, além de longas viagens sonoras regadas a efeitos típicos de música eletrônica. Quer um exemplo? Escute o álbum "Kick Up the Fire, and Let the Flames Break Loose" (2003) do The Cooper Temple Clause, e se deixe levar...

Dito tudo isso, ignore aqueles velhos caretas - e carecas - que insistem em dizer que o melhor do rock progressivo foi feito apenas nos anos 60 e 70. Abra a mente para os brilhantes novos músicos do grande universo do rock progressivo, e prepare-se para uma viagem musical como você nunca ouviu antes...
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Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.
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