O Waysted foi um ambicioso projeto que visava ganhar uma parte do novo mercado que estava se abrindo, o hoje chamado hard oitentista. O mentor e cabeça do projeto foi Pete Way, lendário baixista do UFO. A idéia surgiu quando Pete foi convidado a participar do projeto de Eddie Clarke, ex-Motorhead que estava montando uma banda de hard rock no melhor estilo comercial. Pete percebeu o quanto a idéia era boa e decidiu formar a sua própria banda, onde ele poderia dar as cartas.
A banda deles se chamaria Fastway, que é a junção do apelido de Eddie (Fast) com o sobrenome de Pete. Apesar de Pete abandonar a idéia, a banda de Eddie Clarke continuou se chamando Fastway e a de Pete curiosamente se chamou Waysted.
Ao contrário do Fastway, o Waysted despontou na Inglaterra com o tecladista Paul Raymond (Ex-UFO), o batera Frank Noon (ex-Def Leppard) e o vocalista Ian Muir. Não tardou para a banda conseguir uma gravadora. A Chrysallis ofereceu um contrato para um disco experimental.
“Vices” (83) não chegou a ser um sucesso, mas trazia bons momentos como “Toy with the Passion” e o cover de “Somebody to Love” do Jefferson Airplane. A banda foi se desfazendo aos poucos; o primeiro a sair foi o tecladista que foi convocado por Dio para fazer uma turnê na Inglaterra.
Em 84, a banda lançaria um mini álbum de divulgação. Neste período a banda passou por várias transformações, integrantes iam e vinham... entre eles, grandes personalidades como Andy Parker que também havia sido baterista do UFO. Mais tarde apareceria outro ex-UFO, o talentoso Paul Chapman. Paul tomou as rédeas da banda junto de Pete, e os dois começaram a ditar as regras.
O Waysted entrou em turnê com o Iron Maiden. Nesta turnê começaram a aparecer muitos problemas, já que a banda tinha uma sonoridade bem distante do Iron e alguns fãs da dozela protestavam.
Em 85, eles lançam “The Good, The Bad, the Waysted”. Este disco se torna o álbum de maior êxito da banda até então. Neste disco a banda deu uma radicalizada no estilo, fazendo um hard n’blues (se assim podemos chamar) que agradou em cheio aos ingleses. Contando com a produção de Leo Lyons que havia integrado o Ten Years After, “The Good, The Bad, The Waysted” entrou no top britânico e lá se manteve por um bom tempo.
As mudanças de line-up não paravam e a próxima transformação aconteceria nas baquetas. Pete trouxe seu velho amigo da época do Fastway, Jerry Shirley. Com status na terra da rainha, a idéia agora era ganhar a América, e para isso novas mudanças teriam de ocorrer. Jerry e Ian ganharam dispensa, e foram substituídos pelo vocalista Danny Vaughn e John DiTeodora.
De contrato assinado com a Parlophone, eles investiram em uma linha mais comercial e entraram em estúdio para criar “Save Your Prayers”. Este disco ficou conhecido aqui no Brasil em razão da faixa “Heaven Tonight” que fazia parte de um comercial de uma badalada marca de cigarros. Após o lançamento do disco, eles voltaram para a Europa para uma turnê junto do Status Quo. Em seguida iriam novamente com o Iron Maiden pelos EUA.
Paul Chapman resolveu sair da banda e deu lugar ao jovem Erik Gamans que tinha apenas 17 anos. Durante uma pequena turnê, Danny começou a entrar em atrito com Pete, e a discórdia culminou na saída de Danny que formaria depois o Tyketto.
A crise batia a porta e Pete resolveu voltar com a banda para a Inglaterra. Gravaram algumas demos com o vocalista Spike Gray do Quireboys, mas o resultado não agradou.
Em 87, eles anunciariam um retorno oficial com o ex- vocalista do Tygers of Pan Tang, John Deverill. O problema era que as gravadoras não demonstravam mais interesse na banda e isso fez com que Pete desistisse do Waysted e aceitasse a proposta de Phil Mogg para um retorno do UFO.
O resto da banda se separou e o que conseguiu um maior destaque foi Johny DiTeodora que entrou no Britny Fox.
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