Vinnie Vincent

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Vinnie Vincent


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Seu nome de batismo é Vincent Cusano. Sua família sempre esteve envolvida com música e ele seguiu pelo mesmo caminho. No começo da carreira Vinnie fez muitos projetos relacionados a música, desde jingles para comerciais e programas infantis até trabalhos de estúdio, na maioria obscuros. Podemos citar sua participação em discos de artistas como Laura Nyro, Dan Hartman e o Heat (não confundir com Heart). Para compensar a instabilidade ele tinha um emprego numa fábrica, era pago para queimar caixas de papelão.

A primeira banda em que apareceu como integrante oficial foi a Treasure, que chegou a fazer um álbum, mas que não chamou muita atenção. Como a banda fazia um som altamente pop, Vinnie resolveu procurar novos horizontes.

Integrou o Warrior, que contava com músicos que no futuro também iriam se destacar no cenário musical, era o caso de Jimmy Waldo e Gary Shea (que no futuro integrariam o Alcattraz) e Robert Fleischmann (vocalista original do Journey). Nesta banda Vinnie utilizaria o material que vinha compondo e entre essas canções estavam: “Boys Are Gonna Rock” e “I Love It Loud”. Tudo parecia perfeito para que o Warrior decolasse, até que por obra do acaso, os planos foram por água abaixo...

Vinnie continuava á fazer trabalhos de estúdio, e num belo dia um baixista chamado Dana Strum que ele havia conhecido e que costumava recomendar músicos para grandes bandas americanas lhe ofereceu uma oportunidade de trabalhar com Gene Simmons do Kiss, que na época passava por problemas sérios relacionados ao guitarrista de sua banda. Vinnie sabia que aquela era uma grande oportunidade. O mais próximo que ele havia chegado do Kiss fora quando uma música sua fora gravada por Peter Criss. O apoio do Kiss seria o que faltava para alavancar sua banda.

Por esta razão Vinnie deu uma pausa em sua banda para ajudar Gene Simmons em suas composições. Como o dinheiro era bom e o reconhecimento melhor ainda, Vinnie apresentou suas melhores composições a Gene, que ficou maravilhado e disse que as usaria no próximo álbum do Kiss. Não só as usaria, queria que ele gravasse também, já que Ace Frehley não faria o álbum, mas a imprensa não poderia saber deste fato.

Vinnie tocou no “Creatures Of The Night” junto de outros guitarristas, incluindo o lendário Bob Kulick.

O Kiss partiria para A “Creatures Of The Night Tour”, mas tinham um problema sério; Ace não faria a turnê, havia decidido abandonar a banda por completo. Pela competência demonstrada e pelo bom entrosamento que surgiu entre Vinnie e a banda durante a produção do álbum, ele foi convidado á assumir o posto oficialmente.

Se encontrava entre a Cruz e a Espada, pois os integrantes de sua própria banda o estavam aguardando. Por outro lado estava tendo a oportunidade de se tornar o guitarrista de uma das maiores bandas de todos os tempos. Apesar de saber que quem mandava na banda era Paul e Gene, ele acabou por aceitar o posto.

Naquela época, Paul Stanley planejava mudar sua maquiagem, abandonaria a estrela e usaria o desenho de uma chave egípcia no rosto. Com a entrada de Vinnie, ele abandonou a idéia e passou para o novo guitarrista o que seria seu novo personagem: o Guerreiro. A banda tocaria em uma festa de ano novo em 82. Os presentes à festa foram surpreendidos. Vinnie fez o show maquiado e foi apresentado como novo guitarrista. Seguiu-se uma pequena turnê americana, os fãs estavam na dúvida, mas a mídia aprovava o novo guitarrista que era muito mais técnico do que o anterior.

A banda desembarcou no Brasil para uma série de shows que foram a prova de fogo para Vinnie. Não deixaram dúvidas: Vinnie, junto de Paul, Gene e Eric formava o line-up mais potente da carreira do Kiss.

Em 83, o álbum “Lick it up” começava a ser gravado, com a banda já sem maquiagem. Nesta época Vinnie começava a entrar em atrito com a banda, já que ele não se conformava em ser apenas o quarto integrante. Seus solos e sua músicas não estavam sendo aceitos. Gene começou a lhe fazer diversas retaliações. O ápice do desentendimento entre eles se deu quando Vinnie gravou o solo da canção “Lick It Up”. Gene o achou exagerado e simplesmente o apagou por inteiro, deixando o recado no estúdio para que ele o refizesse e de uma maneira mais simples, Vinnie se enfureceu com o fato e irônicamente, ao invés de gravar um solo , jogou alguns acordes seguidos de um dedilhado apenas... a resposta para Gene era: “Assim está bom para você?”

A idéia de sair e se dedicar a seu projeto solo estava na cabeça de Vinnie, mas Paul o convenceu a ficar mais um tempo. Fizeram mais uma pequena turnê na Europa e quando voltaram demitiram Vinnie.

Vinnie começou a procurar integrantes para sua banda que se chamaria Vinnie Vincent Invasion. O pessoal do Warrior já estava em outra e ele teria de recomeçar. Procurou Dana Strum e pediu por um baixista. Dana se ofereceu para fazer o trabalho. Fizeram testes com muitos vocalistas, e um deles chamou a atenção. Era Mark Slaughter.

Ao terminar as sessões que duraram por meses, se decidiram por Mark Slaughter, mas havia apenas um problema. Eles haviam perdido o telefone de Mark e ninguém sabia como encontrá-lo. Aguardaram por mais um tempo, mas não conseguindo encontrá-lo resolveram começar as gravações. A esta altura Vinnie já tinha Bobby Rock como baterista oficial. Para os vocais ofereceu a oportunidade a seu velho conhecido Robert Fleischmann com a condição de que ele cantasse da maneira que Mark Slaughter havia cantado no teste que havia feito. Vinnie lhe mandou a fita e dentro de poucos dias Robert se apresentou com um vocal extremamente agudo como o de Mark. Dava para perceber que era forçado, um tanto anasalado, mas Vinnie resolveu tentar.

Com esta formação gravaram o álbum “Invasion”, que era muito forte e continha canções marcantes como “Boys are gonna Rock”, “No Substitute” e “Invasion”... sem contar os solos miraboantes de Vinnie Vincent.

Após o álbum ser lançado Mark Slaughter apareceu. Robert que não estava muito no estilo da banda (visual glam, laquê, batom, purpurina) e foi dispensado. Essa nova formação gravou o álbum “All Systems Go” que rapidamente chegou à marca de 1 milhão de cópias vendidas. Musicalmente o álbum está bem abaixo de seu antecessor. Com ele a banda ganhou status, o que o levou a fazer excursões com Alice Cooper e Iron Maiden.

Nesta época, Vinnie já mostrava sua excentricidade e seu lado megalomaníaco, como diziam as más línguas. Depois de um tempo de união, Dana e Mark resolveram abandonar o barco e trabalhar juntos em uma outra banda, o que deixou os executivos da gravadora divididos. Vinnie já preparava as canções para o “Invasion III”. O vocalista seria Jeff Scott Soto, mas antes mesmo que reformulasse todo o line-up, a gravadora tomou sua decisão: ficariam com Dana e Mark e mudariam o nome da banda para Slaughter. Vinnie foi despedido.

Vinnie viveu um período de ostracismo. Abandonou por completo os projetos do terceiro Invasion, passou por muitos problemas financeiros e familiares, pois sua ex-esposa foi brutalmente assassinada.

No começo da década de 90 gravou um ep chamado Euphoria, onde contou com a participação especial de Robert Fleischmann nos vocais.

Vinnie Vincent voltaria a trabalhar com o Kiss no álbum Revenge em 1991, por convite de Gene Simmons, na co-autoria de várias faixas, inclusive o hit "Unholy". Vinnie também participou de Kiss conventions, tocando inclusive em algumas delas, seja sozinho ou com bandas covers do Kiss.

Seu último álbum lançado se chama “Speedball Jam”. É um disco apenas para guitarristas onde Vinnie demonstra toda a virtuose que o consagrou como um dos guitarristas mais técnicos do mundo.

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Sobre Allan Jones

É carioca, tem 23 anos e ouve rock desde pequeno. Suas principais influências são dos anos 70 e 80. Fez vários trabalhos relacionados ao rock, desde programas de rádio até promoção de eventos. Além disso, é músico e também faz trabalhos relacionados ao teatro. Oficialmente trabalha para a secretaria de fazenda de uma prefeitura de um município do Rio. Atistas prediletos: Kiss, Alice Cooper, Van Halen, Todd Rundgren, Asia, Kansas, Journey e as bandas do cenário do hard oitentista.

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