A banda Dead Kennedys foi a grande responsável pela inauguração do estilo conhecido como hardcore, vertente do punk marcada por uma sonoridade muito mais rápida e agressiva, bem como letras de conteúdo social muito mais direto e anti-governista; trata-se de uma evolução natural da anarquia ingênua de bandas como Sex Pistols e Ramones. Durante sua curta carreira a banda Dead Kennedys ficou mais marcada por suas atitudes políticas do que por sua música propriamente dita.
Jello Biafra (Eric Boucher) foi o líder da banda, responsável pela maior parte das composições e vocal. Os outros componentes da banda em sua formação original, em 1978, eram East Bay Ray (guitarrista), Klaus Flouride (baixista) e Bruce Slesinger (baterista). Participava ainda da banda um misterioso segundo guitarrista cuja identidade nunca foi revelada (era conhecido apenas pelo apelido 6025).
O som da banda era medíocre e não queriam realmente tocar nada melhor do que o estritamente necessário. O objetivo era destacar as letras diretas, críticas a toda a face ruim do "american way of life", às diferenças sociais, aos políticos que geravam guerras, aos liberais conservadores, à Ku Klux Klan, à polícia, à igreja e ao poder dominantes em qualquer uma de suas formas. Como nenhuma gravadora se arriscava a dar abrigo a uma banda tão perigosa, Jello Biafra montou seu próprio selo, chamado Alternative Tentacles.
Com seus primeiros singles, "California Ubber Alles" (uma crítica feroz ao governado da California Jerry Brown) e "Hollyday in Cambodja" a banda conseguiu tantos seguidores que o vocalista Jello Biafra chegou a se candidatar a prefeito da cidade de San Francisco, tendo sido o quarto mais votado. A banda continuaria como a maior revelação do underground americano até 1980, quando foi lançado seu primeiro LP, o lendário "Fresh Fruit for Rotten Vegetables". O segundo LP sairia em 1982, chamado "Plastic Surgery Disasters".
A partir do lançamento do single "Too Drunk to Fuck" em 1982 e tendo repercussão no mercado americano e europeu, a banda passou a ser constantemente atacada por sociedades de defesa dos bons costumes em virtude das suas letras consideradas obscenas e depravadas. O auge da perseguição à banda ocorreu em 1985 (após um longo período de inatividade) com o lançamento de "Frankenchrist". O encarte do álbum trazia gravuras de órgão sexuais, o que levou a banda a ser processada por distribuir pornografia sem autorização. Ironicamente os processos seguidos apenas serviram para promover a imagem da banda na imprensa. Venceram todos os processos baseados na primeira emenda americana (que trata sobre liberdade de expressão).
Após o lançamento do álbum "Bedtime for Democracy" (1986) a banda se separou e Jello Biafra seguiu sua carreira de produtor lançando novas composições em companhia de diversos artistas esporadicamente (entre outros gravou diversas músicas com a banda industrial Ministry).
Em 1998 os demais integrantes da banda Dead Kennedys processaram Jello Biafra (dono da gravadora Alternative Tentacles responsável pela banda) por não pagamento de direitos. A gravadora inicialmente pertencia à banda mas Biafra adquiriu posteriormente as partes dos outros membros passando a pagar à sua banda comissões de vendas menores do que a outras bandas do seu cast.
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