Por Allan Jones
O Riot é um banda que tem sua sonoridade calcada no hard rock e no heavy metal. Formada em Nova York em meados da década de 70, em 1977 eles conseguiram um vantajoso contrato com a Ariola que acreditava no potenical do quinteto formado por L.A Kouvaris (g), Mark Reali (g), Peter Bitelli (d), Jimmy Iommi (b), e um vocalista de nome engraçado, Esperanza.
“Rock City” foi o primeiro disco da banda e se a primeira impressão é a que fica, a banda estava muito bem.
Os shows do Riot eram fortes e logo eles já tinham uma boa reputação no meio musical. Isso despertou o interesse da Capitol Records, que os arrastou para seu cast.
Em 79, Kouvaris que vinha tendo problemas, acabou sendo substituído pelo excepcional Rick Ventura. Neste mesmo ano, a banda, já em parcera com a Capitol, lançou o clássico “Narita” (que incrivelmente saiu no Brasil). O disco abriu novas portas para o grupo que foi convidado para tocar no festival Monsters of Rock (80) ao lado de nada menos que Scorpions e Rainbow.
A crítica teceu rasgados elogios a apresentação da banda no festival. De grande revelação eles passavam a ser os que roubavam a cena, já que o Rainbow que era atração máxima do festival, estava mal das pernas, com o vocalista Graham Bonnet deixando muito a desejar.
Nesta época o romance com a Capitol chegava ao fim. Como quase todo casamento, a união terminou de uma maneira não muito amigável.
Em 81 já de contrato novo (Elektra) eles lançam “Fire down Under”, que é o álbum mais bem produzido da banda, cujo material contido é dos melhores.
Após este disco , Iommi e Bitelli resolvem procurar novos horizontes e para o lugar deles, chegam Kip Leming e Sandy Slavin. Este novo line-up começou a trabalhar visando uma nova sonoridade, e não demorou muito a perceberem que o vocalista Speranza não era o mais indicado para o que ele queriam. Speranza foi substituído por Rhett Forrester.
Rhett estreiou no razoável “Restless Breed” de 82 e, após o lançamento, a banda partiu para alguns shows e aproveitou para gravar um disco ao vivo que não teve uma boa repercussão. Após o disco ao vivo, a Elektra rompe contrato e a banda fica perdida no cenário.
“Born in America” que seria o novo disco de estúdio só iria sair em 1984 pela Grand Slam. O disco passou quase em branco, pois a banda estava totalmente esquecida pelo público.
Em 86 tentaram um resurgimento com a formação original, o que também não trouxe bons frutos. Mark, que era o cabeça da banda, dispensou todo mundo e contratou outros três musicos, o vocalista Tony Moore, Don Van Starvern para o baixo e na bateria estava Bobby Jarzombek. Este time deu luz a “Thundersteel” que novamente trouxe notoriedade à banda que aproveitou a boa maré para fazer uma turnê.
Um ano depois saiu “The Privilege of Power”, um álbum conceituado, mas não tão bom quanto o anterior.
Com a entrada da década de 90, a banda começou a ter problemas com gravadora e entre os integrantes. Isto culminou na saída de Tony que passou o posto de frontman para Michael Dimeo.
“Nightbreaker” só iria ser lançado em 94 pelo selo Rising Sun. Este disco contava com o guitarrista Mike Flyntz e mostrava a banda em uma queda vertiginosa até se esborrachar no chão com o disco “Shine On” de 98.
Em 2004 uma coletânea era preparada para comemorar os vinte e poucos anos de carreira da banda que sempre viveu em um constante “sobe e desce”.
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