Apokalypsis - Quando nos orgulhávamos de ser roqueiros!

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Apokalypsis - Quando nos orgulhávamos de ser roqueiros!


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"Acredite! Houve uma época em que as pessoas que tocavam rock, viviam rock e, acima de tudo, se orgulhavam de serem chamadas de roqueiras! Houve uma época em que os roqueiros brasileiros não ganhavam fortunas e não apareciam na grande mídia. Houve uma época em que os roqueiros tocavam muito, muito mesmo, acima de tudo pela urgência em comunicar mensagens importantes. Mensagens vitais sobre paz, em tempos de guerra, mensagens sobre liberdade, em tempos de obscurantismo e ditadura(...)" (Trecho do release do CD, de autoria de Nico Queiroz).

"Marcão, o Zé Brasil vai lançar um CD com uma gravação ao vivo do APOKALYPSIS", disse meu amigo Elton no final do ano passado (2005). "Caramba!" pensei, após me esforçar um pouco para lembrar de quem ele estava falando, pois até então só conhecia a banda de nome, já que infelizmente se trata de mais um grupo brasileiro que até então só existia na lembrança de quem teve o prazer de assisti-los ao vivo.

Não vou repetir a mesma ladainha que já escrevi em outros textos, mas para quem não os leu, o resumo é o seguinte: uma das coisas que mais me aborrece é o fato de poucas bandas de Rock que existiram em nosso país durante os anos setenta terem deixado registro gravado, daí para mim o lançamento de material inédito é sempre motivo de comemoração, independente de quem se trate.

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Em seguida, entrei em contato diretamente com o Zé, que me mandou um email dizendo: "Estou lançando o CD '1975' do APOKALYPSIS, meu conjunto da década de setenta. É uma gravação histórica ao vivo feita pelo Pena Schmidt no Teatro Bandeirantes lotado em 11 de outubro de 1975. A Rita Lee, o Sérgio Dias e muitos outros caros amigos estavam lá(...) Muitas pessoas que conheceram a banda e outras que só ouviram falar me estimularam a fazer esse lançamento. Como você bem sabe quem não conseguiu gravar um disco naquela época, mesmo que tivesse bastante sucesso nos shows, caiu no buraco negro do esquecimento desse país de memória curta que é o Brasil".

Alguns dias mais tarde tive o prazer de receber o CD, que provocou em mim e em minha companheira uma baita saudade de algo que de fato não vivemos, já que (infelizmente) somos de uma geração posterior, embora espiritualmente estejamos sintonizados com aqueles tempos...


Zé Brasil em Iacanga
Mas falar sobre o APOKALYPSIS é falar sobre Zé Brasil, paulista nascido em 1950 que desde criança estudou música e a partir dos quinze anos de idade passou a integrar conjuntos amadores que tocavam em festinhas e eventos amadores, até que em 1968 entra na Faculdade de Arquitetura Mackenzie e participa do "Movimento Estudantil" contra a ditadura.

"Naquela época eu conheci e me tornei amigo dos 'Tropicalistas', principalmente Waly Salomão, Gilberto Gil e Caetano Veloso" comenta Zé. "Através do Antonio Peticov (pintor) eu conheci o roqueiro Nico Pereira de Queiroz, que tinha muitos discos importados de JIMI HENDRIX, JANIS JOPLIN, GRATEFUL DEAD, JEFFERSON AIRPLANE, etc, e com Peticov eu ia à noite mostrar os discos do Nico para os 'Tropicalistas' no apartamento de Caetano na Avenida São Luiz".

"Também quase todas as madrugadas o grupo se reunia no apartamento de 'Bocha', no bairro de Higienópolis, que era uma senhora uruguaia que recebia todos muito bem e os apresentava para pessoas como o jornalista José Simão e o cineasta Walter Hugo Khoury", continua Zé. "Daí o Peticov ia para minha casa, então na Rua Padre João Manuel, onde criávamos e produzíamos as faixas (de pano) para os Festivais do Teatro Paramount, sob a aprovação dos baianos Gil, Caetano e Gal". "Era uma época mágica", digo. "Sim, reafirma Zé, "naquela atmosfera mágica dos grandes Festivais dos Anos 60 eu torcia e vibrava muito pelas músicas dos baianos, de Tom Zé, e daí passei a freqüentar o programa 'Divino Maravilhoso' na TV Tupi, onde conheci o MUTANTES".

Mas nem tudo eram flores: "Eu cheguei ao apartamento de Caetano pouco tempo depois dos militares prenderem e levarem o poeta baiano. Também estive presente, chorando e consolando as famílias dos dois amigos, na emocionante despedida de Gil e Caetano no Teatro Castro Alves em Salvador, Bahia, em 1969. A partir daí minha vida nunca mais seria a mesma", relembra.

Pergunto para ele se nesta época já era músico profissional: "Não, minha carreira começou mesmo em 1972, quando participei do TIGRES DA NOITE, onde cantava e tocava bateria. Com eles participei da 'Última Peça' de Zé Vicente no Teatro Vereda em São Paulo, que contava com Ricardo Petraglia, Ezequiel Neves, Clóvis Bueno, Cláudio e Sérgio Mamberti. E ainda em 1972 participei como baterista da peça 'Fernando Pessoa' no Teatro Ruth Escobar, com Jamil Maluf, Murilo Alvarenga, Edú Viola, Goulart de Andrade, Jandira Martini, João José Pompeu e Ariclê Peres, além dos programas de TV 'Encontro' na TV Cultura com Nídia Lícia, 'Hebe' com Hebe Camargo na TV Record e 'Clube dos Artistas' com Airton e Lolita Rodrigues na TV Tupi".

Meses mais tarde se inicia a parceria de Zé com Arnaldo Baptista, do MUTANTES, conforme ele explica: "Em 1973 participei do 'Festival de São Lourenço' em Minas Gerais, onde toquei e consolidei minha amizade com Arnaldo. Mas em seguida resolvi ir para os EUA, viajando cerca de cinco mil milhas de carona, tanto de carro quanto de caminhão e até de avião. Fui de Miami até Nova Iorque com minha viola caipira debaixo do braço, e depois segui até São Francisco. Durante a viagem cheguei a tocar na boléia de caminhão e na estrada, como Bob Dylan. Já em São Francisco ganhei a vida tocando nas ruas, em coffee houses e night clubs".

Retornando, Zé ajuda a montar uma banda com Arnaldo, que tinha acabado de deixar o MUTANTES, sob o nome SPACE PATROL, sugestão de Alan Kraus, técnico de som que também tocou guitarra na primeira formação, mas que logo em seguida sairia, dando o lugar para Marcelo Aranha: "Ensaiávamos diariamente. Curtíamos demais a inspiração e o sentimento de Arnaldo, que sempre compunha alguma canção nova para que detonássemos logo de manhã". O próprio Zé conta melhor esta história no Senhor F, em um texto que relata a primeira apresentação de Arnaldo em São Paulo e se estende até a formação do PATRULHA DO ESPAÇO, com Rolando Castelo Júnior na bateria: "Desde 1973 o Júnior é meu amigo, foi meu vizinho e era o baterista mais rock-show que eu conhecia: ele literalmente botava fogo na bateria. Daí a coisa mais natural foi recomendá-lo para o Arnaldo pois eu já estava desde o fim de 1974 com minha própria banda".

No texto, Zé diz também que as partes de piano e teclados do "Loki" são muito fiéis ao som que desenvolveram nos ensaios, mas obviamente acrescidas do toque de Liminha, Dinho e dos arranjos de Rogério Duprat. Pergunto por qual motivo ele não participu das gravações do "Lóki": "Em 1974 o clima na Serra da Cantareira estava muito Loki? mesmo e o APOKALYPSIS já era um brado muito forte no meu coração. Sair da SPACE PATROL foi uma decisão pessoal e continuei amigo do Arnaldo, do Marcelo Aranha e do Sergio Kafa, que foi o único de nós a participar da gravação do antológico album".

Tuca em Iacanga
Além de Zé, o APOKALYPSIS, palavra grega que significa "Revelação", contava com Prandini na guitarra, viola caipira, sax e flauta, Tuca no piano e Edú Ladessa Parada no baixo. Rapidamente a banda, cuja estréia oficial se deu em 18 de novembro de 1974 no TUCA, é contratada por Fernando Tibiriçá, da produtora "Trinka Produções Brasileiras", e depois por Gabriel Neto, ex-empresário do TERÇO.

Além de tocar em São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Iacanga e Conchal, o conjunto esteve nos principais eventos da época: shows em São Paulo no Parque do Ibirapuera, na Tenda do Calvário, no TUCA, no Teatro Aquarius, no Teatro da FGV, no Teatro Bandeirantes, no "Festival Banana Progressiva", no Opus 2004, no "Festival de Águas Claras" em Iacanga (SP), no "Rock da Garoa" do Maracananzinho (RJ), além de participar do programa "Kaleidoscópio" na Rádio América com Jaques Gersgorin, programa na TV Cultura, e do programa "Aleluia" na TV Tupi com Fábio Júnior e Silvio Brito, sem contar matérias na "Revista Pop", jornais, etc.

Cartaz do Festival de Águas Claras em Iacanga, 1975

Em 1975 Tuca sai e é substituído por Rafael Blóes, e com esta formação (Zé Brasil, Prandini, Rafael e Edú) o grupo se apresenta no "Rock da Garoa", realizado na noite de 11 de outubro de 1975 no Teatro Bandeirantes em São Paulo, show este que foi registrado para a posteridade e lançado agora em CD.

Rafael Blóes
São sete faixas em cerca de 50 minutos: "Liberdade", "Homo Sapiens", "Amanhã", "Andromeda", "OVNI", "Estrada" e "Vamos salvar a Terra", cujos títulos atestam a descrição que abre esta matéria, do jornalista e roqueiro Nico Queiroz, que diz ainda: "Houve um tempo em que os rocks eram livres, livres na concepção, no improviso do momento, na duração. Algumas músicas duravam até 18 minutos, eram verdadeiras viagens de sentidos totalmente libertos".

Já a primeira delas, "Liberdade", conta com dezesseis minutos de improvisação, e questiono se a ordem do CD é a mesma do show, já que logo no começo há um solo de bateria, algo incomum para uma apresentação ao vivo: "Sim. Nós sempre buscamos a originalidade com liberdade e nada melhor do que expressar isso musicalmente. Depois da primeira música a banda e o público já estavam bem entrosados e animados para curtir o show inteiro".

Prandini em Iacanga
Daí pergunto por qual motivo os roqueiros brasileiros daquela época - ao menos os músicos - eram mais afeitos ao Rock Progressivo do que ao som "pesado" a lá LED ZEPPELIN ou BLACK SABBATH: "Pessoalmente acho que os progressivos eram virtuoses na sua maioria. No Brasil daquela época para você conseguir se apresentar com sucesso era preciso muita dedicação e talento, não havia o empurrão da mídia que existe hoje. Apesar disso o LED ZEPPELIN, por exemplo, sempre constituiu uma grande influência em todos nós que admirávamos a maestria e o pique das grandes bandas inglesas e americanas. Vale abrir um parêntese para o APOKALYPSIS: eu considero e considerava o nosso som Rock Brasileiro e como tal sensível às influências do Rock, Jazz, Blues, Samba, Baião, música erudita, oriental etc. Acho que nós extrapolamos essa divisão Prog/Hard etc..."

Edu Viola e Zé Brasil; foto tirada na abertura (o Edú abriu o show) do show Rock da Garoa, quando foi gravado o CD "1975"
Zé conta também que na noite de 17 de novembro de 1975 conheceu a cantora Silvia Helena, nos camarins do Teatro Aquarius depois do show "Refazenda" de Gilberto Gil, e no ano seguinte Zé e Silvia lançam um compacto como "Maytrea & Silvelena" pela gravadora Atmosfera, de Malcolm Forest, distribuído pela CBS. O disco foi gravado no Estúdio Sonima com Paulo Machado nos arranjos e teclados, Gerson Frutuoso no baixo e Egídio Conde na guitarra. O lançamento foi no show "Metamúsica" no Teatro Anchieta com a participação de Chico Bezerra e Edú Viola.

Apokalypsis em 1978
"Ainda neste ano atuei como baterista no compacto 'Treb Remmedy And The Candidates', dos cantores Treb Remmedy e Paul Leanne, que foi lançado nos EUA", diz Zé, que se casa com Silvia em 1977, mesmo ano em que ambos recriam o APOKALYPSIS, contando então com William 'Billy' Forghieri nos teclados, Osmar Murad no baixo e o guitarrista Índio, depois substituído por Roberto Fernandes. "Gravamos a música 'Forró Danado' no Estúdio Eldorado em 1978, que entra no LP 'Billy Bond Y Los Jets', lançado na Argentina. E após nos apresentarmos em teatros paulistanos, viajamos para a Inglaterra, onde permanecemos por dois anos. O APOKALYPSIS realiza sua derradeira apresentação em fevereiro de 1979 no Tramshed Theatre em Woolwich, arredores de Londres", comenta Zé, que diz ainda que nesta ocasião a banda contou com a participação de dois músicos ingleses: o guitarrista David Bradnum e o baixista Paul Hirch.

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"Mas o término da banda não foi o encerramento de minhas atividades como músico", ressalta. "Em 1980 gravamos sob o nome 'José & Silvia' o compacto duplo 'Brazilian Wave', que foi distribuído na Inglaterra pela Pinnacle Records, e onde contamos com um grupo de músicos de diversas nacionalidades: do Brasil tínhamos William Forghieri nos teclados, Roberto Fernandes na guitarra e João Bosco na percussão; da Inglaterra o guitarrista Andrew Bailey e o baixista Julian Landbury; da Nova Zelândia o baixista Craig Price e da Índia o percussionista Robin Jones. Este disco foi lançado inclusive na França e Espanha entre 1980 e 1981, e nesta época eu e a Silvia realizamos diversos shows em night-clubs, café-theatres, caves, boates, restaurantes, clubes, bares e teatros de Londres, Paris, Cannes e Barcelona, além de entrevistas para rádios em Londres, Toulouse e Barcelona"..

Apokalypsis, ainda em 1978
"Por sinal, em 2004, durante a comemoração dos 450 anos de São Paulo, a música 'São Paulo, Brasil' gravada em Londres no ano de 1979, foi selecionada pelo produtor Luis Calanca da "Baratos Afins" para o CD 'Sim, São Paulo' da 'Unimar Music'. O CD traz também uma faixa-bônus, inédita, com a versão de "São Paulo, Brasil" em português".

"Caramba, então foi bastante movimentado", digo. "Sim, e inclusive retornamos ao Brasil em fevereiro de 1981 para lançar o disco inglês numa série de apresentações em shows, rádios e TV, tendo como banda de apoio o trio 'Delinqüentes de Saturno', que contava com Edgard Scandurra do IRA, Maurício Rodrigues do Ultraje A Rigor e Victor Leite do Muzak, além de outros músicos da então nova geração que surgia", comenta, acrescentando ainda que no final deste ano nasce o primeiro filho do casal.

"Já em 1983", prossegue, "nasceu nossa segunda filha, e na mesma época fundamos o UHF, pelo qual passaram músicos como Akira S., Tuco Marcondes (hoje com Zeca Baleiro), Kim Kehl (Made in Brazil), Rodolfo Braga (Joelho de Porco) e Hugo Hori (Funk Como Le Gusta). Nossa estréia foi na 'Fábrica do Som' com Tadeu Jungle na TV Cultura e a última apresentação em São Paulo foi no programa 'Boca Livre' do Kid Vinil, também na TV Cultura, já em 1989, mesmo ano em que lançamos o único disco da banda, 'UHF'. Eu fiz a direção musical, composição, vocal e bateria, Silvia Helena o vocal solo, Aquiles Faneco a guitarra, Beto Viana o baixo e Ronaldo Zimmermann, em participação especial, a flauta doce".

Edu Parada em Iacanga
UHF é também o nome da produtora que Zé Brasil mantém desde 1988, mais precisamente UHF Vídeo, Áudio e Multimídia, que produz discos, jingles, trilhas, CD-Roms, DVDs, vídeos empresariais etc. Além disso há também a "Natural Records", selo criado por ele em 1980 quando ainda estava em Londres e que já lançou um compacto duplo, dois LPs e dois CDs, incluindo este "1975".

Por sinal, indago se há mais material gravado do APOKALYPSIS: "Sim, existe material de estúdio do APOKALYPSIS gravado em São Paulo e Londres. Gravações ao vivo tenho mais pelo menos dois shows: um anterior ao Rock da Garoa do CD '1975' gravado no final de 1974 no Teatro Aquarius em São Paulo". "Alguma possibilidade de vir a ser lançados?", pergunto: "Sim, principalmente depois da impressionante reação das pessoas que já ouviram o CD '1975' e que tem me emocionado muito. Só acho que ainda vai levar um tempo pois agora é a hora do '1975'".

Falo com ele sobre as dificuldades que os músicos enfrentavam naquela época, não somente pela falta de espaço mas inclusive pela repressão política, que comenta: "sou da época da carteirinha da Polícia Federal que todos os artistas tinham que ter para trabalhar. A minha primeira produtora, em 1978, também teve que se cadastrar na PF. Era o tempo da censura burra que chegou a proibir uma música minha só porque não entendeu o significado da letra. Liberdade era um palavrão, hoje é uma conquista que os jovens consideram normal e muita gente deu a vida ou a sanidade por ela. Espaço para as bandas era conseguido a duras penas mas acho que conseguimos organizar eventos que se tornaram memoráveis tais como os shows nos Teatros, no Ibirapuera, no Maracananzinho, no Circo Voador, nos Festivais como a Banana Progressiva, Iacanga, etc. Quase não existia TV para nós e no rádio o programa do Jaques, o Kaleidoscópio, era uma grande exceção que tocava as nossas fitas e nossos poucos discos todas as noites".

Zé Brasil e Silvia Helena: foto tirada no lançamento do
Além de ter lançado o CD e manter a Comunidade Apokalypsis no Orkut, Zé também está produzindo sua música "Cabelos Dourados" (clique aqui para ouvir uma amostra), cantando com Silvia Helena uma letra que ganhou de Arnaldo Baptista há mais de trinta anos, quando eram companheiros na SPACE PATROL - a título de curiosidade: "Young Blood", gravada por Arnaldo no álbum "Singin' Alone", é dedicada à Silvia Helena.

Quem quiser conferir trechos do CD "1975", basta fazer o download no Rapidshare. E, como se trata de um lançamento independente, a distribuição está restrita à São Paulo, mas basta entrar em contato via email com Zé Brasil ([email protected]) para solicitar uma cópia.

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Para finalizar, seguem algumas opiniões informais selecionadas dos vários emails que Zé Brasil recebeu de quem já ouviu o CD:

De: Arnaldo Baptista e Lucinha Barbosa

Então... recebemos o CD e ouvimos em alto volume nos amplificadores valvulados do Arnaldo... ele adorou!!!!

E eu, nem sabia que sabia todas as letras... incrível...

Bjs... LU AR

De: Fernando E aí Zé Brasil, beleza? Chegou agora a pouco o CD e já escutei 2 vezes, é incrível mesmo, tenho que te dizer a sensação que tive música por música:

Na "Liberdade" com suas mudanças de clima e grande letra se torna uma ótima canção, especialmente pelo solo de bateria que foi uns dos melhores que já ouvi na minha vida.

"Homo Sapiens" me faz lembrar Tom Zé em seus áureos tempos, tb com grandes letras e uma irresistível levada de Stones no final....

A linda baladona "Amanhã" traz vocais muito difíceis de se fazer (principalmente ao vivo) e lindo solo de flauta que nos remete a um tempo muito distante.....

"Andrômeda" já começa acachapante e vai mudando com climas alternados de psicodelismo e progressivo. Destaque para a grande mudança de ritmo, caindo para um Jazz-fusion-rock incrível. Uma das melhores do CD.

"Ovni" parece que foi criada pelo Duprat em 1968... única, diferente e incrível, não tem como não lembrar novamente do grande Tom Zé nos anos 70´s.....

"Estrada" começa com pique de rockão de Made in Brazil, desses rocks que o Brasil não vê a mais de 25 anos, e vai mudando novamente de clima, passando por Mutantes (fase OAEOZ) - lembrando também o grande Joe Cocker (dos anos 60´s), pra voltar no ritmo original. Destaque para excelentes solos de guitarra inspiradíssimos, só comparável a Sérgio Dias e Lanny Gordin....

Pra fechar com chave de ouro chega "Vamos salvar a terra" que na minha opinião é a melhor faixa do CD. Lindas passagens de bateria e voz com boas letras. Gostei muito da "jam-session" que se encontra no meio da faixa envolvendo todos os integrantes da banda, realmente demais.....

Parabéns Zé Brasil, esse CD é digno de entrar para os melhores do ano, com certeza! Volte a tocar ao vivo essas músicas.... como te disse antes, não me entra na cabeça um trabalho desse nível ficar inédito por 30 anos, ao mesmo tempo que porcarias são lançadas quase que diariamente nesse nosso Brasil capenga de cultura.....

Abraços, Fernando.

De: Tiago Bom dia Zé Brasil, tudo bem?? Cara, sou amigo do Fernando aqui de Catanduva que comprou o CD do Apokalypsis no final do ano, lembras?? Então, esse final de semana ele me emprestou prá ouvir e fiquei totalmente estarrecido com tamanha a qualidade musical de vocês. Fiquei me perguntado, como isso ficou "esquecido" durante 30 anos?? Eu nem era nascido ainda quando vocês gravaram (sou de outubro de 1981).

É como ouvir as insanidades de Sgt Pepper's, e você diz: isso é Beatles - é como ouvir o peso da guitarra de Tony Iommi, e você diz: isso é Black Sabbath - é como ouvir os riffs matadores de Keith Richards e Brian Jones, e você diz: isso é Rolling Stones - é como ouvir os timbres maravilhosos de guitarra de Jimmy Page e o mestre das baquetas John Bonham, e você diz: isso é Led Zeppelin. O que quero dizer é que das 4 vezes que ouvi o disco do Apokalypsis esse final de semana, tive a mesma impressão: o som da banda é único... não tem definição. É como as bandas que citei acima, você não as define, simplesmente ouve uma nota e você diz quem é que está tocando.

Gostei muito do solo de bateria da primeira música, das pegadas de baixo tipo Geezer Butler/Chris Squire, e dos metais... mas me identiquei muito com a 'Homo Sapiens'. Som muito massa, numa levada rock n'roll muito bem feita.

Isso aguçou ainda mais a minha vontade de comprar esse disco do Apokalypsis... e o coloco como um dos melhores discos de rock de 2005, embora gravado em 1975.

Essa é a humilde opinião de um baterista "frustado" e de um apaixonado pela boa música, principalmente o rock 'roll dos anos 60 e 70, mas nada que me impeça de gostar muito de Chico Buarque... Parabéns velho!

De: Rodolfo

Zé Parabens pelo lançamento! Maravilhoso o CD. Foi uma viagem no tempo... 1975, bons tempos para todos, éramos felizes e sabíamos, todo mundo frequentava o show do outro. Obrigado por este maravilhoso presente! Sempre atual. Apokalypsis forever!

De: Aldir

Cara, considero vcs que tiveram banda nas décadas de 60 e 70 no Brasil, EUA, Inglaterra, Alemanha, Itália etc, verdadeiros heróis de carne e osso. Que época fantástica! Tenho 42 anos e coleciono discos de rock das décadas de 60 e 70. Sua bateria é de arrepiar, bem no estilo progressivo da época e, que guitarrista é esse hein? O cara é viajante. "Estrada" é um achado. Parabéns.

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