E ai, beleza, pessoal? Esta coluna tem como propósito mostrar as facetas do universo de peso e a beleza desse instrumento tão contemplado por nós baixistas. Em princípio vou começar com a história e o esclarecimento das partes do instrumento. A partir disto irei passar algumas técnicas exemplificando-as com músicas para um melhor entendimento. Espero que gostem! Um grande abraço!

Se a solução antigamente havia sido aumentar a caixa de ressonância, transformando o violino em um instrumento imenso e com cordas muito mais grossas, desta vez a solução foi inserir uma pastilha eletromagnética no corpo do instrumento para que o som fosse captado. Além do mais, a redução do tamanho do instrumento permitiu aos baixistas transporta-lo com mais facilidade.
Deve-se dizer que antes de 1951, na década de 1930, houve arriscadas e valentes tentativas de se fazer o mesmo, principalmente por parte de Rickenbacker. Mas se mencionei o Precision de 1951 como o primeiro baixo elétrico é porque ele foi o primeiro que se pode considerar como tal, já que o anterior entraria na categoria de protótipos. Como é lógico, depois vieram outros modelos (como o Jazz Bass, também da Fender).
Os músicos de jazz e blues, a princípio, acharam a idéia interessante mas mantiveram-se em seu tradicionalismo. O baixo elétrico só veio à tona com Miles Davis.
Nos anos 60, o papel do baixista segue sendo, basicamente, o mesmo que nos anos 50: um suporte harmônico de fundo. A partir de 1967, o baixo elétrico começa a aparecer, fundamentalmente no rock'n roll. É prova disto o Festival de Woodstock em 1969.
Os anos 70 apresentam a maturidade do baixo. Os produtores começam a prestar mais atenção no potencial do instrumento e o contrabaixo assume uma importância maior, como no surgimento da disco music. São fundamentais também o surgimento do rock progressivo, o jazz fusion, o latin rock, o heavy metal, o punk, o reggae, o funk e o soul. O baixo acústico se limita apenas aos setores mais tradicionais, como jazz, blues e ritmos tipicamente latinos, assim mesmo já rivalizando com o elétrico. E neste ano também aconteceu a popularização do baixo fretless (o baixo elétrico sem-trastes), servindo para simular o som do contrabaixo acústico.
O desenvolvimento da década de 80 apresenta a maturidade de alguns estilos musicais e o desaparecimento de outros. Percebe-se neste período que o baixo já não é imprescindível, e que pode facilmente ser trocado por um sintetizador. A massificação da dance music deixa de lado o baixo, ainda que sua linha ainda esteja presente, mesmo que sintetizada. Mas isto não acontecia apenas com o baixo, mas também com a guitarra e a bateria, já que o sintetizador era o instrumento da moda do início da década de 80.
Esta tendência de trocar todos os instrumentos por um só foi passageira, e os grupos voltaram, sejam eles de rock ou jazz, tanto o baixo elétrico quanto o acústico estavam novamente no palco. O jazz começava a abrir um campo para o baixo elétrico também, de modo que este seria o instrumento solista para alguns produtores, resgatando uma tradição há anos esquecida no funk dos anos 70.
Nos anos 90, as inovações continuaram como, por exemplo, na quantidade de cordas do instrumento, diferenças de timbres e diversificação de utilização do instrumento, também começaram a ser gravados exclusivamente discos de baixistas solo. Diversos equipamentos com tecnologia avançada de muti-efeito para baixo e novos modelos de baixos começam a ser produzidos.
Abaixo descrevo as partes do instrumento, sendo usado como exemplo um baixo de seis cordas.
NOMES DAS PARTES DO INSTRUMENTO

Itens:
1 = corpo
2 = braço
3 = mão
4 = escala
5 = tensores
6 = trastes
HARDWARE

Itens:
1 = ponte
2 = potenciômetros (regulagens do volume e equalização dos captadores)
3 = cordas
4 = tarrachas
5 = marcação das casas
6 = captadores (pickups).
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